quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Células-tronco podem aumentar pênis e ereção

Médicos desenvolvem técnica que altera órgãos sexuais de ratos


Células-tronco podem começar a ser usadas para aumentar o pênis e a ereção. Uma nova técnica criada por médicos americanos mostrou que esse tipo de célula, retirada da gordura do próprio paciente, é mais eficaz em enxertos penianos do que o procedimento normal, que usa somente células da mucosa do intestino.


Pelo novo método, as células-tronco são adicionadas à mucosa do intestino no enxerto. O implante é feito em uma parte do pênis conhecida como túnica “albugínea”: camada que envolve a parte que recebe o sangue e aumenta de volume durante a ereção.


Na pesquisa, os cientistas da Universidade Tulane, em Nova Orleans (EUA), usaram dois grupos de ratos: o primeiro passou por uma cirurgia com os enxertos de células-tronco. O segundo, com o procedimento normal. Os ratos do primeiro grupo não só ficaram com o pênis maior do que os dos demais, como também tiveram mais ereções: ou seja, ficaram mais “potentes”.


Mas os médicos não querem que a técnica seja aplicada por questões estéticas. “Infelizmente, isso pode ser explorado por charlatães que fazem operações de aumento de pênis. Eu não acredito nesse tipo de cirurgia, a menos que o paciente tenha um micropênis diagnosticado”, disse Wayne Hellstrom, um dos autores do estudo. O teste não foi feito em humanos.


Fonte: Jornal O Dia

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Por alto número de casos de câncer de pênis, homens devem se vacinar contra HPV no Brasil


Lilian Ferreira
Do UOL, em São Paulo

 HPV está associado à metade dos casos de câncer de pênis
O Ministério da Saúde discute incluir a vacina contra o HPV (papilomavírus humano) no Programa Nacional de Imunização. Se aprovada, a vacina será para meninas de 9 anos a 13 anos, com custo em torno de R$ 600 milhões anuais. Apesar disso, o secretário da Comissão de Doenças Infecto-Contagiosas em Ginecologia e Obstetrícia da Febrasgo, José Eleutério Junior, acredita que a vacina também deveria ser aplicada em homens.

Há uma intensa discussão científica global sobre o público alvo destas campanhas públicas. Isto porque o HPV está relacionado a praticamente 100% dos casos de câncer de colo de útero (o segundo que mais afeta as mulheres), mas também está associado a pelo menos metade dos casos de câncer de pênis.

“No Brasil, em especial, é aconselhável vacinar homens porque a incidência de verrugas é alta. O país é o segundo com maior número de casos de câncer de pênis no mundo. São de 5 a 11 casos para 100 mil habitantes, dependendo da região. Nos EUA, é 0,5 para 100 mil”, explica.

O HPV é a doença sexualmente transmissível mais frequente no mundo. Dados indicam que 80% da população entrou em contato com o vírus alguma vez na vida. Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), 25% das brasileiras estão infectadas, apesar de só 3% a 10% delas desenvolverem um câncer relacionado.

O lado masculino

Um estudo holandês publicado no periódico PLoS Medicine de dezembro de 2011 discute a eficiência das campanhas públicas de vacinação apenas para meninas. As conclusões são de que, apesar de a transmissão de homens para mulheres ser mais ineficiente, o que tornaria a vacinação de homens mais efetiva para reduzir a infecção em todos os níveis, as campanhas atuais têm sido suficientes.

Jeremy D. Goldhaber-Fiebert, professor da Universidade de Stanford, nos EUA, escreveu um editorial sobre o artigo em que afirma que a vacinação masculina não só diminuiria as doenças relacionadas ao HPV diretamente nos homens, como também reduziria a circulação do HPV na população, indiretamente melhorando a proteção das mulheres. Entretanto, o estudo conclui que a melhor estratégia é que a cobertura da vacinação contra o HPV em mulheres seja o mais abrangente possível.

No Brasil, o projeto de lei da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) propõe a vacinação gratuita para mulheres entre 9 a 40 anos, porém o Ministério da Saúde é contra a inclusão da vacina por lei e prevê a vacinação na rede pública apenas para meninas de 9 a 13 anos. Para o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, a ampliação do acesso ao exame de papanicolau e a melhoria do tratamento das lesões seriam a melhor solução para as mulheres em idade correspondente com a vida sexual.

O professor americano é contrário a esta ideia e defende a vacinação como o melhor método para combater o câncer de colo de útero. "É melhor prevenir o desenvolvimento do câncer com a vacina. Vale lembrar que muitas mulheres em países em desenvolvimento não tem acesso aos exames [periódicos de papanicolau que detectam lesões pelo vírus]", destacou. Grazziotin lembra que os Estados do Norte do país apresentam as maiores taxas de mortalidade pela doença, exatamente pela falta de acesso ao tratamento.

Vacinas

Existem duas vacinas contra o HPV, a quadrivalente e a bivalente. A quadri cria anticorpos para os dois principais tipos do vírus causadores do câncer (16 e 18) --os mesmos da bivalente --e também para dois tipos que geram verrugas genitais (6 e 11).  A vacina protege contra 70% dos casos de câncer de colo do útero.

A maioria dos países adota no sistema público a vacina quadrivalente. O Reino Unido divulgou no final de 2011 que a partir de setembro deste ano irá substituir a vacina dupla (fornecida desde 2008) pela quádrupla. Segundo pesquisa feita na Austrália, houve redução de 90% das verrugas genitais com a vacinação no sistema de saúde do país.

Para Eleutério Junior, é importante também proteger a população contra as verrugas genitais. “Temos cerca de 30 milhões de pessoas com verrugas todo ano no Brasil. Assim, é de interesse geral vacinar não só para prevenir o câncer, como também a própria DST”, conta.

A vacina, hoje só é fornecida na rede privada e custa cerca de R$ 400 a dose. Ela é aplicada em três doses. Para o governo, cada dose deve sair por US$14 mais impostos. Eleutério destaca que a decisão do governo por uma ou outra vacina deve ser pelo preço mais competitivo.


Fonte:  Portal UOL

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Os perigos de se diagnosticar pela internet

Saiba até onde ela pode te ajudar

É muito frequente que nos dias de hoje as pessoas busquem na internet, principalmente no Google, as causas para os seus sintomas, sejam eles uma dor de cabeça, um mal-estar ou uma cólica. Mas, embora haja muita informação disponível, nem sempre é viável ou saudável se diagnosticar e até mesmo se medicar por conta de “achismos”. Mesmo que a “cura” seja natural, como um chá, por exemplo, você pode estar cometendo um grande erro, afinal, você ainda não sabe se está doente, qual é o seu problema e mais: o que realmente você deve ingerir para realmente melhorar.

Para a neurologista Dra. Célia Roesler, Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia e responsável pela Clínica Neurovida, o maior perigo é a pessoa interpretar erroneamente uma informação e já achar que está com uma doença incurável ou contagiosa, ficar apavorada e tomar atitudes precipitadas. “Nós sempre pedimos aos nossos pacientes para não consultarem o ‘Dr. Google’ pelos mesmos motivos já citados acima. Se eles não entenderem como deve ser usada a medicação ou a receita caseira, ou mesmo se o diagnóstico que ele fez estiver errado, eles poderão se dar muito mal. Podem piorar um quadro que poderia ser leve usando uma medicação inadequada. Não podemos deixar de citar que mesmo os medicamentos ditos naturais ou fitoterápicos podem ter muitos efeitos colaterais e muitas interações medicamentosas, portanto, somente o médico poderá dizer se tal medicamento tem ou não indicação para aquela doença”.

Ela ainda ressalta a importância da pesquisa em sites fidedignos, já que todo cuidado é pouco em um “mundo” em que qualquer um pode publicar o que quiser. “Os sites mais confiáveis são os das universidades ou das associações reconhecidas pelo Conselho Regional de Medicina, como o ABRAZ (Associação Brasileira de Alzheimer), o ABRELLA (Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica), o SBCe (Sociedade Brasileira de Cefaleia), entre outros”.

O antropólogo Rafael Logrero explica que este fenômeno, conhecido como “cybercondria”, já ultrapassou as pesquisas em sites e invadiram as redes sociais. “É comum vermos no Facebook, por exemplo, ou até mesmo no Yahoo Respostas, as pessoas perguntando que providências devem tomar diante de determinado sintoma. Embora muitos sugiram que elas procurem um médico, sempre tem alguém que arrisca a dar palpites caseiros, como uma receita da vovó, ou compare com algo que ele ou alguém teve parecido e acabe até indicando um remédio. Isto não pode fazer parte dos nossos hábitos, porque só quem é especialista no assunto saberá o que indicar para esta situação. Este ‘poder’ que as pessoas acham que tem nesta fase cibernética em que vivemos muitas vezes pode criar grandes problemas. E este caso é um dos exemplos disto”.


Até que ponto a internet ajuda no caso das doenças?

Segundo a Dra. Célia, às vezes a pesquisa dos sintomas pela internet até pode ser útil, fazendo com que o paciente procure um médico mais rápido devido a alguma informação importante que encontrou sobre o que estava sentindo. “Pesquisar e consultar não fazem mal. O que não se deve é tomar medicamentos que estão indicando. Cada paciente é diferente, não existe uma única receita para uma única patologia. Nós temos de tratar os doentes e não as doenças”.

Ela conta que muitas vezes o paciente já procura os médicos com matérias impressas, com o seu diagnóstico e a proposta de tratamento. “Isso é muito constrangedor, porque eu, como neurologista, faço uma história muito detalhada de tudo que está acontecendo com o paciente, desde que iniciaram os sintomas, o que ele já fez para isso, quais são os seus antecedentes e os de seus familiares. O que menos me interessa é ver o que ele pesquisou, mas por uma questão de respeito ao paciente eu até leio e teço comentários sobre aquilo. Às vezes até concordo com alguma coisa, mas na maioria das vezes não tem nada a ver”.

Por fim, ela dá mais uma dica: “É comum a pessoa ver o resultado dos seus exames pela internet e quando vê algo diferente da referência do laboratório já fica apavorada, vai consultar o Google, faz uma interpretação errônea, chegando a achar que possa até morrer. Por isso, o ideal seria não olhar os exames, mas sim levá-los ao médico solicitante que irá checar os resultados e orientar o paciente”.

Portanto, atente-se de que por mais que haja curiosidade, preocupação e até mesmo uma busca imediata diante de um sintoma, a internet não é a fonte mais segura para sanar os seus problemas. Saiba utilizar a tecnologia disponível a seu favor de forma consciente, para que assim algo tão valioso não entre em jogo, que é a sua saúde.

Por Priscilla Silvestre

Fonte: Baboo