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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Percepção do homem em relação ao tamanho do pênis


Olá,

Como parte de um projeto educacional junto à Clínica Dantas estamos realizando uma pesquisa sobre a percepção do homem em relação ao tamanho do seu pênis, sua satisfação e desejo de ter um membro maior.

Desde já agradecemos a todos que se dispuserem a participar deste projeto.

Link para acessar a pesquisa: Antropometria Peniana


Conheça o site da Clínica Dantas:

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Opinião: Falsa médica mata paciente com suposto aumento peniano




Esta notícia (leia aqui) vem como um alerta muito atual devido a possibilidade da aquisição do silicone líquido industrial ser muito fácil. Todos nós sabemos que existe um mercado negro clandestino e criminoso que atua em todos os países do mundo de uma forma que, a única preocupação dessas pessoas é com o ganho financeiro, deixando sempre o paciente sem nenhum respaldo ou cuidado apropriado.


30 anos desenvolvendo a Reconstrução Genital no Brasil e cuidando da saúde sexual do homem e da mulher, queremos deixar o alerta e que isso não venha a ocorrer mais no mundo.


Se você quer saber informações sobre o assunto procure o Conselho Regional de Medicina (CRM) do seu Estado, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) ou envie suas dúvidas  para nós pelo e-mail: clinicadantas@hotmail.com ou pelo whatsapp: 11 97703 5596.

Falsa médica mata paciente com suposto aumento peniano


Kasia Rivera injetou silicone no órgão sexual do homem



Com a promessa de aumentar o pênis, um homem, identificado como Justin, morreu após a falsa médica Kasia Rivera, de 38 anos, aplicar silicone em seu órgão genital. O caso aconteceu em Nova Jersey, Estados Unidos.

Justin, de 22 anos, pediu um aumento peniano para Kasia, mas os rapaz não sabia que ela era apenas uma criminosa. Ele morreu após uma embolia causada pelo silicone, um dia após o procedimento.


Kasia também é acusada de injetar silicone em outros pacientes. Inclusive, ela injetou a substância nela mesma.

A promotoria anunciou a sentença de cinco anos de prisão para Rivera.


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Nota de esclarecimento ao público sobre a morte de jovem que injetou hidrogel no pênis.


Nós da Clínica Dr.Dantas lamentamos a perda da vida do jovem que se auto-injetou hidrogel para o aumento do pênis. Sensibilizados também pela tragédia vamos passar aos fatos e esclarecer que este tipo de produto (hidrogel) não deve de forma alguma ser utilizado para o aumento do pênis mesmo que em mãos de profissionais médicos especializados. 

Passamos a descrever a notícia segundo as fontes citadas abaixo.



O Instituto Médico Legal (IML) de Ribeirão Preto (SP) confirmou nesta segunda-feira (27) que o jovem de 18 anos, que morreu na sexta-feira (24), havia aplicado hidrogel no pênis.

O estudante Yuri Mamede da Costa, 18 anos, morreu na noite da última sexta-feira após aplicar hidrogel por conta própria em seu pênis, em Ribeirão Preto (313 km de SP).

Segundo testemunhas relataram à polícia, Costa aplicou a substância, usada no preenchimento de tecidos e músculos, em casa, à tarde.

Cerca de uma hora depois, ele começou a sentir fortes dores na cabeça e no corpo e foi levado ao Hospital das Clínicas da cidade, onde teve uma parada cardiorrespiratória e morreu.

O jovem deu entrada na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) na tarde de sexta-feira. Segundo o boletim de ocorrência, o rapaz injetou a substância no pênis, mas não resistiu a um quadro de insuficiência respiratória aguda e morreu quatro horas após ser atendido.

Segundo o médico legista Mário Marcos Abeid, autor do laudo, Costa sofreu uma embolia que causou uma parada cardiorrespiratória. “O rapaz obviamente não tinha conhecimento técnico para fazer tal procedimento, que eu nunca tinha visto ser realizado no pênis. Pela falta de conhecimento, provavelmente ele pegou vários vasos, causando vários trombos que caíram na circulação sanguínea, foram até o pulmão, causando um quadro de embolia pulmonar”, explicou.

Ainda de acordo com Abeid, não foi possível detectar a quantidade de produto usada pelo jovem. Também não havia indícios de aplicações em outras partes do corpo.

Apesar de o produto ser formado 98% por água e de ser absorvido pelo corpo após aproximadamente dois anos, o médico explica que tanto o hidrogel quanto a forma com que ele é aplicado podem provocar complicações que colocam a saúde do paciente em perigo.



Fontes consultadas:

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Cientistas dizem ter descoberto o que faz um pênis ser perfeito


O tamanho do pênis aparece apenas em sexto lugar em lista de critérios importantes para mulheres


David de Michelangelo


Um grupo de pesquisadores da Universidade de Munique acredita ter encontrado a resposta para uma pergunta que há séculos atormenta os homens: qual é a aparência do pênis ideal?

Segundo o estudo, "a aparência estética em geral" é o critério mais importante para as mulheres. Em seguida, vem a aparência dos pelos pubianos, o estado da pele e a circunferência. O tamanho, normalmente centro das preocupações, aparece apenas em sexto lugar na lista de prioridades. Já a característica menos importante é a posição e formato da saída da uretra.


A pesquisa ouviu 105 mulheres de idades que variavam entre 16 e 45 anos. O objetivo era descobrir como os homens com hipospádia, uma malformação que faz a saída da uretra ficar em uma posição incorreta, eram percebidos pelas mulheres. Segundo os pesquisadores, muitos homens com hipospádia submetem-se a cirurgias por considerar a sua aparência "anormal".

De acordo com os pesquisadores, a expectativa é que as respostas viessem com os quesitos tamanho e grossura em primeiro lugar, mas a estética genital é que “venceu” a disputa, seguida do cuidado com pelos pubianos e da pele em torno da área genital.


Só na terceira colocação que aparece a circunferência do pênis, enquanto o tamanho do pênis foi considerado apenas o sexto artigo mais importante em um pênis para ele ser ‘normal’. O estudo foi publicado na última edição do Journal of Sexual Medicine.

Outro detalhe que chamou a atenção dos pesquisadores é a preferência das mulheres por pênis sem prepúcio. Isso porque, para elas, a ausência facilita a higiene do local, além de deixar com um aspecto considerado “mais bonito”.


Porém, as conclusões do estudo revelam que o posicionamento da saída da uretra não importa tanto para o sexo oposto, o que, segundo os pesquisadores, deveria ser informado ao pacientes para "prevenir o surgimento da vergonha".

Além disso, os cientistas também concluíram que nenhum aspecto peniano, considerado individualmente, é essencial para que um pênis seja tido como atraente.








Fonte:
http://ela.oglobo.globo.com/vida/cientistas-dizem-ter-descoberto-que-faz-um-penis-ser-perfeito-16872506#ixzz3gdRQRFXO

https://br.noticias.yahoo.com/blogs/super-incrível/seu-pênis-está-legal--mulheres-revelam-qual-o-tipo-ideal-para-elas-211247500.html

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Cientistas usam impressão 3D para solucionar impotência sexual




Um estudo publicado na última edição da revista Biofabrication explica uma técnica que usa impressão 3D para construir estruturas que podem substituir o tecido erétil do pênis e do colo do útero. Essa nova técnica poderia solucionar problemas de impotência sexual causados por lesões ou doenças nesses tecidos. 



A maior parte dos tecidos contém colágeno, o que lhes garante a consistência. O colágeno é formado por células conhecidas como fibroblastos, que podem formar estruturas capazes de canalizar as forças e redistribuí-las em alguma direção. Quando um tecido é lesionado, as fibras não voltam ao normal, impedindo seu funcionamento adequado e podendo levar à perda da função.




Nesse estudo, a pesquisadora Serena Danti, da Universidade de Twente, na Holanda, utilizou a impressão 3D para criar uma espécie de armação simulando o padrão das fibras de colágeno de um tímpano. Depois disso, ela colocou a estrutura produzida junto de células-troco humanas que produziram fibroblastos e se desenvolveram em torno da armação.



A pesquisa pretende desenvolver um substituto funcional para o tímpano, para então trabalhar com a construção de estruturas mais complexas.




terça-feira, 5 de agosto de 2014

15.414 pessoas passaram por cirurgia para aumento do pênis no ano passado. Só na Alemanha, foram 2.786 casos


De acordo com dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, sigla em inglês), o maior número de homens que procuram cirurgias para aumentar o tamanho do pênis estão concentrados na Alemanha.  15.414 pessoas passaram por cirurgia para aumento do pênis no ano passado. Só na Alemanha, foram 2.786 casos. O aumento, de acordo com urologistas alemães, pode chegar a 6 centímetros no comprimento.

Mas não dá para garantir que os alemães sejam os recordistas no procedimento, ressaltou o jornal The Guardian, de Londres. Embora as cirurgias tenham acontecido no país, a nacionalidade dos pacientes não foi computada. 

No Brasil, em 2013, foram realizadas 219 cirurgias para aumento de pênis (proporção de 13 para 1 em relação à Alemanha).

Confira o ranking mundial:

1º lugar - Alemanha (2.786)
2º lugar - Venezuela (473)
3º lugar - Espanha (471)
4º lugar - México (295)
5º lugar - Colômbia (266)
6º lugar - Itália (256)
7º lugar - Brasil (219)
8º lugar - Argentina (73)
9º lugar - Estados Unidos (61)
10º lugar - Irã (12) 

Recentemente, a mesma pesquisa comprovou que o Brasil superou os Estados Unidos como o país com o maior número de cirurgias plásticas para fins estéticos no mundo. No ano de 2013, foram mais de 23 milhões de intervenções em todo o mundo realizadas, das quais 1,49 milhão de cirurgias foram no País.

Fonte: O Povo Online

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Aumento do pênis provoca guerra judicial


Uma cirurgia funcional ou meramente estética? Uma decisão da Justiça Federal mexeu com um dos assuntos mais reservados do universo masculino: o tamanho do pênis. De um lado, estão o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), que defendem a tese de que a cirurgia para o alongamento do pênis é experimental e deve ser tratada com cuidado. Na outra trincheira está a Sociedade Gaúcha de Andrologia, que pede a liberação das operações. A guerra começou quando uma resolução do CFM foi cassada judicialmente a pedido da entidade gaúcha.

A 17ª Vara Federal, de Brasília, entendeu que o Conselho extrapolou em suas atribuições ao baixar uma resolução considerando a cirurgia experimental. Quem deveria definir os protocolos para os procedimentos científicos seria o Conselho Nacional de Saúde, um órgão ligado ao Ministério da Saúde. Na prática, isso significou o seguinte: a decisão da juíza Maisa Judice é sinal verde para as cirurgias no Brasil. Mas o processo está na fase de recurso. As duas mais representativas entidades médicas envolvidas no debate - a SBU e o CFM - reagiram em tom indignado à decisão, que não julgou o mérito do caso.


Em nota de esclarecimento, a Sociedade Brasileira de Urologia condenou qualquer operação para "o aumento do pênis através de extensores ou técnicas cirúrgicas". Essa posição acaba de ser reafirmada, em São Paulo, no II Consenso sobre Disfunção Erétil e Sexualidade, que reuniu médicos, cirurgiões e psicólogos. Quase ao mesmo tempo, o Conselho Federal de Medicina apresentou recurso à Justiça alegando que o alongamento peniano é um procedimento experimental, suas consequências ainda não são conhecidas e, para se tornar uma prática médica consagrada, deveria ter, no mínimo, 10 anos.

“A prática experimental deve ser feita apenas em hospitais universitários e sem ônus para os pacientes. Não é bem isso o que o pessoal dessa Sociedade Gaúcha de Andrologia acha do assunto”, acrescenta a advogada do Conselho Federal de Medicina, Gisele Gracindo.


Sonho masculino

“São uns talibãs”, acusa o presidente da Sociedade Gaúcha de Andrologia, o médico Bayard Fischer Santos, que encabeçou a ação movida na Justiça contra o Conselho Federal de Medicina. Bayard é defensor do aumento peniano e vem realizando as operações em São Paulo e Porto Alegre, onde mantém clínicas. É também autor de um livro sobre o tamanho do pênis que já vendeu, em dois anos, 10 edições.

Do outro lado, os "fundamentalistas" das duas entidades médicas criticam a constante presença de Bayard em programas populares da TV, nos quais aparece tendo à mão um pênis de plástico para ilustrar as entrevistas. O andrologista teria, ainda segundo seus críticos, o hábito de relacionar o sucesso de Aristóteles Onassis, tanto nos negócios quanto nos amores, ao tamanho do pênis do magnata grego.

Ter um pênis maior parece ser um desejo comum a maioria dos homens, como observa o presidente da Sociedade Internacional para o Estudo da Sexualidade e Impotência, o brasileiro Sidney Glina (leia a entrevista). Esse desejo pode ter consequências dramáticas. Há relatos de pacientes que cometeram suicídio após o fracasso de uma operação que causou impotência no paciente.

“Nós temos o dever social de condenar essas operações”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Eric Roger Wroclawski. Ele apresenta argumentos para repudiar a técnica: segundo Wroclawski, não há na literatura médica dados científicos que confiram credibilidade à técnica. "Não estamos brigando contra ninguém, mas precisamos refletir um pouco mais sobre o assunto. Para nós, é um perigo falar em aumento peniano", diz o presidente da SBU, insistindo em que há carência de dados científicos sobre o assunto: “Abundam evidências de que essas operações resultam em complicações, o que é confirmado na prática dos nossos consultórios. A solução não é aumentar o pênis. Não é assim: ficou maior, funcionou melhor”.


Auto-estima

O andrologista Bayard Fischer Santos discorda da Sociedade Brasileira de Urologia. Ele diz que listou, na ação movida contra o Conselho Federal de Medicina, 1.000 trabalhos científicos sobre o assunto e acredita que, hoje, o total de relatos deve ultrapassar os 10 mil. Há, segundo ele, centros especializados no aumento peniano todo o mundo.

“Eu sou espanhol de nascimento. E, na Espanha, há 12 mil centros-pilotos de fisioterapia de pênis. Nos Estados Unidos, a cirurgia para o aumento de pênis é bem aceita. Há estimativas de que 10% dos homens tenham pênis menores de 12 centímetros de comprimento e de 10 centímetros de perímetro em ereção. Nesse caso, até por razões de auto-estima, é recomendável o aumento peniano”, diz Bayard, que será o organizador do VII Congresso Mundial sobre Aumento Peniano, no Rio, em dezembro deste ano.

Para o presidente da SBU, a aprovação por uma sociedade médica norte-americana não é garantia irrestrita, porque o alongamento do pênis é reprovado por outras duas sociedades médicas americanas - uma delas é a Associação Americana de Urologia (AUA). Eric Roger Wroclawski lembra ainda aos interessados que o aumento ocorre quando o órgão está flácido e não ereto. “Qual é o valor de um pênis flácido? Quanto ele aumenta ereto? Qual é o valor disto? Plástico? Estético? Serve apenas para o banheiro do clube. O cara olha e diz: ‘olha que bilau grande ele tem’”, detona Wroclawski.

O Conselho Federal de Medicina espera que o Conselho Nacional de Saúde siga o seu caminho e considere a operação experimental, exigindo, a partir disso, o cumprimento de uma série de protocolos científicos. A advogada do CFM, Gisele Gracindo, afirma que há outro problema por trás da polêmica: “O que os defensores da operação querem é que a prática seja reconhecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Vamos então desviar dinheiro do tratamento do câncer ou da leucemia para um tratamento que deve ser psicológico? Isso não é doença. O debate sobre esses centímetros é absurdo”.

Por outra razão, o médico Bayard também afirma que o debate não tem sentido: “Essa cirurgia já foi liberada em todo o mundo. O Brasil está atrasado nesse assunto”.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Você gostaria de aumentar o seu pênis?

No imaginário sexual, as fantasias representam desejos abrasadores do ser humano e estimulam e complementam o ato sexual. Entre essas fantasias está o mito do tamanho do pênis.

Em uma enquete realizada no site da Clínica com a pergunta: "Você gostaria de aumentar o seu pênis?", obtivemos 910 participações entre os dias 21/09/11 a 24/10/11 com seguintes resultados:


  • 24% dos participantes gostariam de aumentar o tamanho do pênis.
  • 13% demonstraram ter interesse em aumentar a circunferência de sua genitália.
  • 62% o desejam ter um ganho no tamanho e circunferência.
  • 1% dos participantes mostraram-se não interessados em alterar seu órgão genital.



Não conceituamos o que é normal em tamanho de pênis, pois essa questão é muito pessoal e relativa. Devido as circunstâncias de educação e cultura as pessoas tem uma opinião sobre o próprio corpo. O culto ao corpo, especificamente ao pênis, representa muito para os homens e os resultados mostram que a vontade de mudar não é uma prática exclusiva das mulheres, o interesse masculino também existe. Os tempos mudaram e os homens querem mais confiança no desempenho sexual.

Agradecemos a todos que participaram.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Avaliação das medidas do comprimento peniano de crianças e adolescentes

Curva de Crescimento Peniano


Pedro N. GabrichI; Juliana S. P. Vasconcelos II; Ronaldo DamiãoIII; Eloísio A. da SilvaIV

IMestrando, Pós-Graduação em Medicina: Urologia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ
IIAcadêmica de Medicina, Faculdade de Ciências Médicas, UERJ, Rio de Janeiro, RJ
IIIProfessor titular, Serviço de Urologia, Faculdade de Ciências Médicas, UERJ, Rio de Janeiro, RJ
IVProfessor adjunto, Serviço de Urologia, Faculdade de Ciências Médicas, UERJ, Rio de Janeiro, RJ



RESUMO


OBJETIVO: Classicamente, o pênis tem duas funções: permitir a fertilização interna e direcionar o jato miccional. Entretanto, alterações objetivas do tamanho peniano podem levar ao diagnóstico de doenças. Além disso, é motivo comum de consulta médica a busca por parâmetros de normalidade do tamanho do pênis. Contudo, a antropometria do pênis da criança e do adolescente brasileiros ainda não foi devidamente estudada. O objetivo do estudo é realizar a antropometria do pênis de crianças e adolescentes brasileiros, estabelecendo referências para aplicação clínica. 

MÉTODOS: Foi realizado um estudo transversal, envolvendo 2.010 pacientes com idades variando entre 0 e 18 anos. Foram obtidas cinco medidas penianas: diâmetro da haste peniana; comprimento aparente e real do pênis flácido; comprimento aparente e real (CRTmax) do pênis flácido sob tração máxima. O desenvolvimento puberal foi caracterizado pelos critérios de Tanner.

RESULTADOS: De todas as medidas penianas, o CRTmax foi a única que não apresentou variação significativa interpesquisador em todas as faixas etárias analisadas (p = 0,255). Os resultados foram distribuídos em tabelas com a média do CRTmax e os valores do que se considera micropênis (média - 2,5 desvio padrão) de acordo com as diferentes faixas etárias e com os diferentes graus de maturação sexual de Tanner. Foi desenvolvido um gráfico com a distribuição dos valores do CRTmax distribuído por percentis 10, 25, 50, 75 e 90 por faixa etária.

CONCLUSÕES: De todas as medidas antropométricas penianas, o CRTmax é a única clinicamente útil. Recomendamos nossos resultados como referência de antropometria peniana para crianças e adolescentes brasileiros.
Palavras-chave: Antropometria, pênis, desenvolvimento da criança, desenvolvimento do adolescente, crescimento.


Introdução

Classicamente, o pênis tem duas funções: permitir a fertilização através da penetração e direcionar o jato miccional. Entretanto, alterações morfofuncionais do pênis podem afetar as relações pessoais e provocar alterações emocionais, afetando a qualidade de vida1,2. Além disso, existe muito interesse, por parte de pacientes leigos e por profissionais da área médica, em saber os valores de referência em relação ao crescimento e desenvolvimento do pênis humano3. As determinações do tamanho do pênis são clinicamente usadas na avaliação de crianças com desenvolvimento anormal da genitália, como, por exemplo, o micropênis, definido como um pênis de forma e função normais, mas com 2,5 desvios padrões (DP) abaixo da média em seu comprimento3-5. Entretanto, essas medidas podem sofrer variações internacionais importantes, além de algumas serem obtidas por metodologias diferentes4-11. Wang et al. apresentaram, recentemente, um estudo que demonstrou diferenças entre o comprimento peniano de jovens tailandeses quando comparados com jovens caucasianos11.

A consulta em relação ao tamanho do pênis é uma queixa muito comum nos ambulatórios de pediatria, urologia e endocrinologia, por se tratar de uma questão com importante relevância médica, sexual, psicológica e social3,12-14. Para comparação das medidas do tamanho peniano, existem algumas tabelas com valores distribuídos englobando crianças e adolescentes7,15. Entretanto, essas tabelas não foram desenvolvidas com medidas obtidas em crianças e adolescentes brasileiros. Outras causas que motivam a consulta por "pênis pequeno" são o pênis embutido, obesidade, distúrbios da imagem corporal e questões de sexualidade, como, por exemplo, ignorância dos parâmetros de referência de tamanho peniano. Em relação à percepção genital, as alterações podem ser tanto pela criança ou adolescente quanto pelos pais. Mondaini et al. avaliaram 67 pacientes, com média de idade de 27 anos, mas variando de 16 a 55 anos, que procuraram atendimento urológico por queixa de "pênis pequeno", e concluíram que esses pacientes superestimaram os valores do tamanho peniano normal16.

Não é de nosso conhecimento que exista na literatura algum estudo que tenha avaliado adequadamente a antropometria do pênis de crianças e adolescentes brasileiros em todas as faixas etárias.


Métodos
 
O presente estudo, junto com seu respectivo termo de consentimento livre e esclarecido, foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa local.

Foi realizado um estudo transversal envolvendo 2.010 crianças com idades variando de 0 a 19 anos incompletos, sendo aqueles entre 10 e 19 anos considerados adolescentes, de acordo com critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2007)17. O período da coleta de dados foi entre abril de 2004 e abril de 2006.

Todas as medidas foram realizadas em sala climatizada de consulta médica, sob temperatura variando entre 23 e 25ºC, na presença dos responsáveis pelo paciente e utilizando luvas de látex descartáveis. Os dados foram coletados por três pesquisadores com experiência em antropometria peniana, nos ambulatórios de pediatria e do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente do Hospital Universitário Pedro Ernesto. Todos os pacientes foram selecionados ambulatorialmente e de forma consecutiva quando faziam acompanhamentos periódicos. Todos os pacientes que aceitaram participar do estudo foram incluídos, tanto os pacientes hígidos quanto os pacientes com algum diagnóstico, mas nenhum clinicamente significativo para o estudo. Nenhum deles apresentava alterações da genitália. Não houve recusas por parte dos pacientes ou responsáveis pelos pacientes.

Inicialmente, foram realizadas as medidas de peso e altura para o cálculo do índice de massa corpórea (IMC) e a caracterização do desenvolvimento puberal ou maturação sexual segundo os critérios de Tanner18. Todos os participantes foram pesados em balança aferida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), e a altura foi aferida com régua antropométrica padronizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria. A definição de obesidade no presente estudo seguiu as recomendações da OMS17. As crianças foram consideradas obesas quando o escore z do índice peso/altura foi maior que 2. Para os adolescentes, utilizou-se o IMC, calculado pela fórmula peso/(altura)2, segundo os valores propostos por Must et al.19,20.

As medidas de comprimento e diâmetro penianos foram realizadas com régua rígida, graduada em milímetros, e por paquímetro, ambos aprovados pelo INMETRO. Uma análise preliminar dos resultados das medidas antropométricas do pênis de 300 indivíduos permitiu a avaliação sobre o método mais adequado e se havia variação interpesquisadores. As medidas penianas foram realizadas com o pênis em flacidez e sob tração manual máxima mantida. As medidas sob tração se correlacionam com o comprimento do pênis em ereção15. Todas as medidas finais corresponderam a uma média de três medidas consecutivas.

As medidas penianas avaliadas foram: D: diâmetro na parte média da haste peniana; CAF: comprimento aparente em flacidez, desde o ângulo cutâneo pubopeniano até a extremidade da glande, com a régua ou o paquímetro situado na parte dorsal do pênis; CRF: comprimento real em flacidez, desde o ângulo cutâneo pubopeniano, deprimindo a gordura púbica, até a extremidade da glande, com a régua ou o paquímetro situado na parte dorsal do pênis; CATmax: comprimento aparente em flacidez sob tração máxima, desde o ângulo cutâneo pubopeniano até a extremidade da glande, com a régua ou o paquímetro situados na parte dorsal do pênis; CRTmax: comprimento real em flacidez sob tração máxima, desde o ângulo cutâneo pubopeniano, deprimindo a gordura púbica, até a extremidade da glande, com a régua ou o paquímetro situado na parte dorsal do pênis.

Os resultados finais foram expressos usando estatística descritiva na forma de média, mais ou menos 1 DP da média. Para testar a diferença entre grupos, foi utilizado o teste de análise de variância ANOVA, bicaudal, seguido do teste de Bonferroni quando apropriado. A diferença dos valores foi considerada significativa quando p < 0,05. Os resultados finais da medida antropométrica de maior utilidade clínica foram usados para a montagem de um gráfico com distribuição por percentis em todas as faixas etárias. Todos os dados foram armazenados e analisados utilizando o programa SPSS para Windows, versão 10.0 (SPSS Inc., Chicago, Illinois, EUA).


Resultados
 
Inicialmente, as medidas penianas de comprimento (CAF, CRF, CATmax e CRTmax) foram obtidas por régua rígida antropométrica e por paquímetro, não tendo sido observada diferença estatisticamente significativa entre essas medidas (p > 0,455). De todas as medidas penianas obtidas, a única que não apresentou variação estatisticamente significativa interpesquisador foi o CRTmax (p = 0,255). Com base nesses resultados, consideramos CRTmax a medida ideal para a prática clínica, sendo, a partir dela, realizadas todas as análises estatísticas do presente estudo.

Foram considerados obesos (IMC > 30 kg/m2) 81 pacientes, correspondendo a 4,0% do total da amostra.

A distribuição dos pacientes por faixa etária segundo os critérios de maturação sexual de Tanner demonstra a faixa etária de início da puberdade entre 8 e 15 anos (Tabela 1). A amostra está bem distribuída e não demonstra nenhuma tendência fora da literatura.

A Tabela 2 mostra os valores da média da distribuição do tamanho peniano (CRTmax) para cada faixa etária, e o valor do CRTmax considerado micropênis, ou seja, o valor correspondente a 2,5 DP abaixo da média. Os valores do DP da média aumentaram a partir da puberdade.

O CRTmax e o tamanho do pênis considerado micropênis associados à classificação da maturação sexual de Tanner são evidenciados na Tabela 3. Não foi considerado o Tanner 1, pela grande variação do CRTmax entre as idades de 0 a 10 anos.

Todos os valores de CRTmax expressos em percentis por idade estão descritos na Figura 1, na qual pode ser observado um maior crescimento peniano entre 0 e 5 anos, e outro após os 10 anos, que coincide com o início da puberdade.




Discussão
 
Nossos resultados demonstraram que o comprimento peniano não apresentou um grande aumento entre os 5 anos e o início da puberdade, momento em que ocorre o período final do crescimento peniano. Esse padrão de crescimento e desenvolvimento penianos pode ser visto na Figura 1, na qual ocorre um pequeno crescimento peniano desde o nascimento até os 5 anos, seguido por uma fase de pequeno crescimento entre 5 e 10 anos e culminando em um período de maior crescimento dos 11 aos 18 anos de idade, o que coincide com a puberdade. Apesar de os valores médios das nossas medidas apresentarem uma pequena variação com a literatura internacional, este padrão de desenvolvimento está de acordo com outras séries7,15.

O micropênis, o pênis embutido e a obesidade devem ser considerados diagnósticos diferenciais quando avaliamos subjetivamente um "pênis pequeno". As etiologias dessas anormalidades são diversas, incluindo genéticas, anatômicas, endocrinológicas e idiopáticas3,5,21. A avaliação inicial desses pacientes inclui uma medida precisa do comprimento peniano e comparação com o tamanho peniano normal para a idade e o desenvolvimento sexual previamente estabelecido. Devido à importância do diagnóstico e do tratamento dessas anormalidades, bem como por não existir uma tabela adequada de referência nacional, realizamos esse estudo com metodologia apropriada para fornecer dados para servir de referência nacional de antropometria peniana de crianças e adolescentes.

Outros autores avaliaram metodologias diferentes para a realização das medidas do comprimento peniano4,22. Crianças com idade variando de 0 a 24 meses, com anatomia externa normal, foram submetidas a avaliação ultra-sonográfica do pênis para verificar se haveria melhor precisão nas medidas de comprimento peniano em relação às medidas classicamente descritas4. Concluiu-se que maiores estudos seriam necessários para saber a reprodutibilidade da ultra-sonografia entre examinadores e da limitação do tamanho da sonda de ultra-sonografia para medir pênis maiores. Nesse mesmo estudo, os autores não encontraram variação estatisticamente significativa em relação ao tamanho do pênis de crianças com raças diferentes. Entretanto, observaram diferença estatisticamente significativa entre o pênis circuncidado e o não-circuncidado ou com fimose. Porém, é descrito que essa variação ocorre pela maior facilidade de tração do pênis circuncidado em relação ao não-circuncidado. Encontramos maior dificuldade na avaliação antropométrica do pênis de crianças obesas e com prepúcio exuberante ou fimose, em razão da maior dificuldade na tração peniana, mas nada que pudesse interferir de forma significativa na realização da medida. Em estudo recente realizado com 2.126 crianças tailandesas, sendo 156 recém-nascidas, 1.198 crianças abaixo de 2 anos e 772 crianças acima de 2 anos, no qual foram excluídas crianças com anomalia congênita, anomalias da genitália e doença congênita cardíaca, foram avaliados os comprimentos penianos em flacidez e sob tração manual máxima11. Como conclusão, os autores observaram que o tamanho peniano varia entre diferentes grupos étnicos e que, quando comparados com o comprimento peniano de crianças caucasianas, o comprimento do pênis das crianças tailandesas é menor. Esses resultados reforçam a importância do nosso estudo ao desenvolvermos uma tabela de referência peniana em crianças e adolescentes brasileiros. Devido às diferentes etnias da população brasileira e de não termos padrões de raça claramente estabelecidos no Brasil, os pacientes não foram separados em raças ou cores em nosso estudo, nem em outro parâmetro para caracterizar os pacientes. Este estudo consiste em uma série consecutiva e representativa da população, com a intenção de simular a situação clínica de consulta.

Inicialmente, realizamos um estudo piloto, comparando as medidas de comprimento peniano com régua rígida e paquímetro, e os resultados não mostraram diferenças estatisticamente significativas entre essas medidas, demonstrando não haver necessidade de material específico para medidas de antropometria peniana humana.

Durante a fase de coleta de dados, pudemos visualizar a importância de diferenciarmos os pacientes não somente pela idade, mas também pelo grau de maturação sexual, visto que durante a adolescência pacientes de uma mesma idade podem se apresentar em diferentes graus de maturação sexual. Isso foi evidente até mesmo entre irmãos gêmeos univitelinos que, apesar da mesma idade cronológica, apresentavam-se em diferentes graus de maturação sexual, o que provocava uma grande diferença no comprimento peniano.

Para o aprendizado da realização adequada da antropometria peniana, necessita-se de um breve treinamento. As medidas são realizadas rapidamente, e poucas são as dificuldades e complicações durante essas medidas. O único caso de complicação maior ocorreu com um paciente que apresentou hipotensão postural clinicamente significativa, o que resultou na interrupção imediata das medidas até o pleno restabelecimento do paciente. Pequenas dificuldades durante a realização das medidas podem ocorrer: crianças que apresentam agitação psicomotora decorrente de doença neurológica, dificultando a coleta dos dados; crianças com timidez excessiva; ereção durante a realização das medidas, o que, em nosso trabalho, levava à interrupção do procedimento. Na prática clínica, também se pode avaliar o comprimento peniano com o pênis em ereção, visto que essa medida se equivale ao CRTmax 23.

Son et al. realizaram um estudo com 123 jovens militares coreanos, nos quais foram realizadas as medidas de comprimento peniano flácido, sob tração manual máxima, e a circunferência peniana. Os pacientes respondiam um questionário sobre a percepção do tamanho peniano como "muito pequeno", "pequeno", "normal", "grande", ou "muito grande"14. Os pacientes que responderam o questionário subestimando o tamanho do pênis apresentavam maiores escores de depressão e piora da qualidade de vida comparados aos pacientes que consideravam o tamanho de seus pênis normal. Esse estudo demonstrou que a insatisfação com o tamanho de pênis, esteja ele abaixo ou na média, pode afetar diretamente a auto-estima e a qualidade de vida desses pacientes.

Concluímos que, das medidas antropométricas penianas, a medida clinicamente útil é o CRTmax, e recomendamos os nossos dados como referência de antropometria peniana para crianças e adolescentes brasileiros. Apesar de ser extremamente útil na prática clínica, o uso da Figura 1, principalmente no acompanhamento do desenvolvimento do paciente, também recomendamos o uso associado dos valores do CRTmax distribuídos por grau de maturação sexual, conforme os critérios de Tanner, para aqueles que estão na puberdade. Pensamos que, usados dessa forma, nossos dados podem ser maximizados para aplicação na prática clínica.



Para saber mais sobre estes e outros assuntos, acesse os respectivos links:

Aumento Peniano
Antropometria Peniana
Engrossamento Peniano
Pênis Encolhido
Aumentar a Glande
Fimose
Curvatura Peniana
Micropênis






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Referências
 
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