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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Intersexual conta como ganhou um novo pênis dos médicos

No início deste ano, Anick, de 23 anos, que nasceu intersexual, estava se preparando para a última de uma série de cirurgias para ter um pênis totalmente funcional. A BBC acompanhou de perto sua jornada.

Anick Reconstrução Genital Intersexual
'Os médicos usavam palavras como 'anormal' e 'atípico' para se referirem a mim', lembra Anick 


"Perdi a conta de quantos médicos e enfermeiras me viram pelado ao longo dos anos", conta.

"Apenas nos últimos anos, foram mais de 100."

Anick nasceu com órgãos genitais que não se encaixavam na definição padrão da anatomia do sexo masculino, tampouco do feminino.

"Os médicos disseram aos meus pais: 'Essa criança se parece mais com um menino, mas ainda não temos certeza'", diz ele.


Ele tinha testículos, mas estavam no lugar errado. Aos quatro meses, foi submetido à sua primeira cirurgia - para mudá-los de posição.

Ao longo da infância, Anick ouvia que não era como os outros meninos.

"Eu sabia que havia algo diferente em mim, mas não entendia o quê", diz ele.

"Sabia que meus pais me amavam, mas ao mesmo tempo me levavam ao hospital a cada seis meses, onde os médicos usavam palavras como 'anormal' e 'atípico' para se referirem a mim."


Ele achava difícil fazer amizades na escola e se lembra de prender a respiração na infância, numa tentativa de se sufocar, e de forçar as tampas das garrafas de alvejante com dispositivos de segurança "à prova de crianças" para tentar abri-las.

Anick aos 14 anos
Após uma tentativa de suicídio mais séria aos 14 anos, ele passou a receber acompanhamento terapêutico, mas não conseguiu se abrir para revelar a origem de seus problemas.

"Eu não queria que ninguém mais soubesse", diz ele. "Estava muito, muito isolado."

"Eu achava que ninguém sabia a respeito do que havia de diferente em mim, que eu era o único no mundo assim, apenas um caso milagroso aleatório", diz ele.

Somente há cinco anos, aos 18 anos, que ele descobriu que havia um nome para sua condição - ele era intersexual - e a razão para todas as cirurgias e tratamentos hormonais a que fora submetido.

A constatação de que havia outras pessoas como ele fez uma grande diferença.

"De repente, me dei conta de que não tenho que ter vergonha de quem eu sou e de como nasci."

Os médicos também disseram a Anick que ele poderia fazer uma cirurgia reconstrutiva para ter um pênis novo ao completar 18 anos, quando estaria apto a dar seu próprio consentimento. Falaram para ele não se apressar para tomar uma decisão e só seguir em frente quando se sentisse confortável.


Três anos depois, em 2016, Anick decidiu que estava pronto.

"Foi quando tive uma epifania", diz ele.

"Precisava começar a compartilhar com as pessoas. Precisava dizer a verdade. Eu ia passar por muitas cirurgias sérias - e quantas vezes você pode tirar o apêndice? Perdi a conta do número de vezes que usei essa desculpa."

Ele começou contando aos primos, tios e tias - e ficou surpreso quando eles não reagiram com repúdio.

"Eu não imaginava que as pessoas poderiam ser tão acolhedoras com algo que eu estava escondendo há tanto tempo", diz ele.

A cirurgia final estava marcada para junho de 2018, o que dava a Anick a esperança de que em breve ele finalmente se sentiria confiante o suficiente para viver seu primeiro relacionamento amoroso.

É fevereiro de 2018 e Anick está a caminho da conferência da Organização Internacional de Intersexuais (OII, em inglês) em Copenhague, na Dinamarca. Ele está animado, mas também muito nervoso.

"É muito surreal", diz ele. "Pela primeira vez na minha vida, não serei o cara esquisito. Estou descobrindo minha tribo - pode soar estranho, mas é assim que eu sinto."


Representantes de todo o mundo, como Anick, estão chegando para discutir questões que dizem respeito a todos eles e para compartilhar suas experiências.

"Por mais estranho que pareça, em poucas horas de reunião estávamos todos falando sobre nossos órgãos genitais", diz Anick.

Ele gosta da sensação de estar perto de pessoas para quem não precisa dar explicações. E se pergunta se "ser normal" é assim.

Mas também fica surpreso ao se sentir um pouco isolado, porque muitas pessoas têm experiências diferentes das dele. É inquietante.

"Estou cercado de pessoas capazes de entender como estou me sentindo, mas ao mesmo tempo elas não passaram pela mesma coisa", diz ele.

No geral, a experiência deixa Anick com sentimentos contraditórios.

"É a história da minha vida", diz ele. "Não me encaixo como homem, não me encaixo como um intersexual. Então eu sou o quê? Quem sou eu? É uma droga isso."


Algum tempo depois, Anick se comunicou via Skype com um ativista intersexual de Chicago, Pidgeon Pagonis. Assim como ele, Pidgeon nasceu sem um órgão genital completamente formado - mas no seu caso, os cirurgiões decidiram criar uma vagina, em vez de um pênis.

Pidgeon foi criado como menina, mas hoje prefere que usem o pronome "they" (que, na língua inglesa, é indefinido e neutro) para se referirem a ele, em vez de "she" (ela, em inglês).

Hoje, ele considera essas cirurgias procedimentos estéticos desnecessários. Em sua opinião, a realização de uma operação para modificar o corpo saudável de uma criança intersexual é uma violação de direitos humanos.

"Eu diria: 'Por favor, deixe seu filho crescer como a pessoa intersexual que ele é e permita que um dia ele tenha autonomia sobre seu próprio corpo", diz Pidgeon.


"Deveríamos estar pressionando os médicos para que parem de aperfeiçoar as cirurgias para bebês e comecem a aperfeiçoar as cirurgias para adultos intersexuais, que de fato podem desejá-las."

Esse é um pensamento compartilhado por Anick, cuja família não chegou nem a ser informada de que havia a opção de esperar para fazer a cirurgia.

"Se um médico disser que seu filho precisa de cirurgia, ouça (antes de decidir)", diz ele.

Após participar da conferência da OII e conversar com Pidgeon, Anick também acredita que muitas cirurgias que fez na infância foram "puramente estéticas".

Ele pensou muito sobre até que ponto ele queria mesmo fazer a operação que estava agendada - ou se seria algo que a sociedade fez ele sentir que precisava para ter uma vida mais feliz.

Mas decidiu seguir em frente.


Agora é junho de 2018 e Anick está prestes a ir para o hospital.

Em 2017, os médicos retiraram amostras de pele do seu braço esquerdo para usar na reconstrução do pênis. Após o procedimento que fez na época, passou-se um ano até conseguir o órgão para urinar adequadamente.

Anick reconstrução peniana Intersexual
Médicos utilizaram pele do braço de Anick para construir o pênis

Anick anda de um lado para o outro de camisola, cueca e meias cirúrgicas, uma rotina muito familiar agora.

Hoje, os cirurgiões vão colocar uma prótese em seu pênis, que ele vai precisar bombear se quiser fazer sexo com penetração.

"Me sinto como um ciborgue", diz ele.

"Mas pelo menos não vou ter problemas de performance sexual ou ansiedade."


Parte dele acha muito legal ter um dispositivo implantado no pênis. Mas outra se pergunta como ele vai explicar isso quando estiver em um relacionamento. Ele nunca namorou, mas tem esperança de que vai encontrar o amor após a cirurgia.

"Tudo na minha vida vai ser diferente", diz Anick. "Eu finalmente vou sentir algo mais próximo do que os outros caras sentem, e talvez eu possa experimentar o que outras pessoas fazem na minha idade. Eu sempre evitei relacionamentos por aversão ao meu próprio corpo e autodepreciação, mas venho trabalhando para superar isso."

A operação correu bem. Anick diz que "as coisas lá embaixo" parecem bem diferentes agora. Ele não sabe quanto tempo vai demorar para se acostumar.

Ele se prepara para ir para casa, onde seus pais vão cuidar dele. Seu pênis novo vai ter que ficar em uma posição específica durante a semana seguinte - e parece que ele está com uma ereção permanente.


"Sempre que as pessoas vêm me visitar, fico 'animadinho', mesmo quando não estou", diz com bom humor.

Um mês se passou. E, desde que saiu do hospital, Anick sentia muita dor. Ele nunca tinha sentido tanta dor assim antes, apesar do longo histórico de cirurgias. Aconteceram ainda algumas complicações, o que resultou em diversas idas à emergência.

Mas Anick está tentando deixar tudo isso para trás.

"Hoje é um dia histórico", diz ele. "É a primeira vez que pessoas intersexuais vão marchar na parada do orgulho LGBT em Londres."


Nem todos os intersexuais são lésbicas, gays ou bi, mas algumas pessoas acham que a marcha é um bom lugar para informar as pessoas sobre a comunidade intersexual.

É um dia quente de verão e Anick, junto a outros 30 intersexuais - a maioria heterossexual -, se junta à celebração que toma conta das ruas do centro de Londres.

"Nesta mesma época, no ano passado, eu não conhecia outra pessoa intersexual", diz Anick.

"Eu fui para a parada sozinho e estava basicamente procurando minha família intersexual. Mas não consegui encontrar ninguém. Agora, neste ano, estou indo com um grupo só de intersexuais."


Ele não consegue parar de sorrir.

"Não consigo parar de pensar no quanto minha vida mudou no último ano", diz ele.

"É inacreditável que isso tenha acontecido. Há muitos de nós aqui hoje. Somos de idades, origens e países diferentes. Quer algo mais inclusivo?"

Agora é agosto de 2018. E Anick precisou ser submetido a outra operação para corrigir o que tinha dado errado. A prótese implantada em seu pênis estava enrolada em torno de um de seus testículos, causando uma dor lancinante.

Ele ainda sente dor e precisa tomar cuidado com infecções, mas tem esperança de que não vai precisar passar por novas cirurgias nos próximos cinco ou sete anos, quando a bomba peniana precisará passar por manutenção ou talvez ser substituída, caso um modelo mais novo esteja disponível.

Como não vai mais precisar entrar e sair do hospital regularmente, Anick conseguiu seu primeiro emprego, na universidade em que se formou. E também está passando por outras mudanças.


"Assim que fiz a cirurgia, vi meu corpo de uma maneira completamente diferente", diz ele. "Agora estou mais confortável com isso, e falar sobre isso me aproximou de outras pessoas."

Ele está se aproximando de seus pais também.

"Eu cresci sentindo que eles não estavam fazendo o suficiente e eles não sabiam o que estava acontecendo", diz ele. "Mas não percebi o quanto eles estavam no escuro e sobrecarregados. Meus pais não receberam apoio suficiente e só fizeram o que achavam que era certo."

De uma maneira geral, ele diz que a cirurgia o deixou muito mais feliz. Desde então, começou a usar um aplicativo de namoro - e já saiu com algumas pessoas.

"Só estou vendo o mundo lá fora", diz ele.


"Um dos primeiros encontros não foi tão bom - saí com uma garota que disse que eu não era realmente um homem. Saí então com um cara, mas não senti nada. Estou tendo os problemas normais que as pessoas enfrentam em encontros e relacionamentos. É uma sensação agradável."

Anick espera que falar sobre o que costumava ser o grande segredo da sua vida ajude outras pessoas em situação semelhante.

"Eu sou normal, só não sou comum", diz ele.

"Não há uma única história de intersexualidade, mas espero que a minha inspire outras pessoas a contarem as suas."

terça-feira, 26 de junho de 2018

Britânico que nasceu sem pênis está se preparando para fazer sexo pela primeira vez depois de ser equipado com um "pênis biônico"


Andrew Wardle, 44 anos, Manchester, nasceu com extrofia da bexiga, um raro defeito de nascença em que o órgão é formado na parte externa do corpo. Embora ele tenha um testículo, a condição de um em 20 milhões significava que Andrew nasceu sem pênis.

Quando criança, ele passou por um procedimento cirúrgico para criar uma abertura artificial conhecida como estoma em seu sistema urinário. Foram várias operações para que ele não sofresse de problemas renais.

Seu raro defeito de nascença levou Andrew a tentar o suicídio, mas em 2012 ele recebeu esperança depois de ser encaminhado a Dan Wood, um urologista consultor da UCLH em Londres.


"Até então todos disseram: 'Eu não posso fazer nada'. Mas ele disse: 'Eu posso construir uma nova bexiga e meu amigo pode construir um pênis para você'.

Levei toda a viagem para casa para entender o que ele queria dizer. Eu pensei: "Eu estive em todos os hospitais do país e eles nunca disseram isso antes"."


Andrew fez sua primeira operação para remover sua bolsa de urostomia - sua urina foi desviada para um estoma especialmente convertido - em fevereiro de 2014.

Ele agora tem um cateter para permitir que ele vá ao banheiro. "Acho que salvou mais a minha vida do que o meu pênis", disse ele.

Enquanto isso, Wood recomendou a Andrew ver seu colega David Ralph, um colega urologista e especialista em reconstrução genital.

Andrew e seu cirurgião decidiram o tamanho de seu pênis. "Eles verificam o seu braço", explicou Andrew. "Eu tinha um antebraço saudável, então consegui um pênis de bom tamanho."

Então, em novembro de 2015, o Dr. Ralph operou Andrew, construindo o pênis a partir da pele, músculos e nervos em seu braço esquerdo e a veia em sua perna direita.

Como é realizada a reconstrução genital (Clique para ampliar)

Depois de um atraso de três anos, Andrew fez sua terceira operação em dezembro passado.

Andrew Wardle foi submetido com sucesso ao estágio final de uma operação de implante de pênis de £50.000 no Hospital Universitário da Universidade de Londres, na sexta-feira, e recebeu a permissão para finalmente perder a virgindade.

Como teste, ele terá uma ereção pelos próximos dez dias antes de seu implante ser esvaziado.

Os médicos disseram a Andrew que ele deve esperar seis semanas antes de fazer sexo com sua namorada de longa data, Fedra Fabian.


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Dimensionando um neofalo para homens transgêneros


Um dos desafios da cirurgia de transição de gênero entre homens e mulheres é a criação de um neofalo - um novo pênis - que seja adequadamente dimensionado para a atividade sexual. Às vezes, o "novo pênis" é muito grande para a relação sexual.

Por que isso acontece?

Os homens transgêneros podem solicitar um neofalo maior do que o pênis médio. Ou, os cirurgiões podem criar um que é muito grande para ser prático.

Geralmente, é a circunferência do neofalo que apresenta o problema. Um neofalo mais longo do que a média ainda pode ser inserido confortavelmente, se não totalmente.

Depois que quatro homens transgêneros buscaram cirurgia de revisão para reduzir o tamanho do neofalo, uma equipe de pesquisadores médicos decidiu determinar algumas diretrizes para a circunferência.

Eles começaram observando as dimensões de alguns dos vibradores realistas mais vendidos por varejistas online de brinquedos sexuais, como Amazon, por exemplo.

Além disso, eles consideraram as medidas de pênis humanos como descrito em três estudos médicos.

Os neofalos dos quatro pacientes também foram medidos. Sua circunferência média era de 17,6 centímetros.

Em contraste, a circunferência média dos dildos foi de 12,7 centímetros. Na literatura, a circunferência média é de 12,3 centímetros para homens naturais.



Depois de analisar os dados, os cientistas concluíram que uma circunferência de 15,1 centímetros deverá ser o limite máximo para um neofalo e que 13 a 14 centímetros é um objetivo mais conservador.

No entanto, eles acrescentaram que os cirurgiões devem sempre discutir o tamanho do neofalo, juntamente com seus pacientes.

O estudo foi publicado em novembro de 2017 no Journal of Sexual Medicine.

Fonte: http://www.sexhealthmatters.org/did-you-know/sizing-a-new-penis-for-transgender-men

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Homem que nasceu Sem Pênis está prestes a implantar uma Genitália Biônica

Andrew Wardle, 44, de Stalybridge, Greater Manchester, nasceu com extrofia da bexiga (bexiga ectópica), um defeito de nascimento raro que atinge 1 em cada 20 milhões de pessoas, significa que o órgão, que normalmente fica dentro da pelve, é exposto.

Os médicos foram capazes de corrigir sua bexiga para que fosse capaz de passar a urina, mas ele nunca desenvolveu um pênis, embora tenha testículos.

Cirurgiões do University College de Londres usaram músculos, nervos e pele do braço de Andrew para construir um "apêndice" (pênis não funcional), este procedimento levou cerca de 4 anos para ser concluído. Agora eles têm que completar o procedimento para que ele seja funcional.

Reconstrução Genital (Faloplastia)

Andrew disse ao The Sun que o procedimento não é sobre ser capaz de ter relações sexuais, mesmo com sua namorada de longa data Fedra Fabian.

"Quando você nasce sem um pênis e não consegue fazer sexo, você simplesmente não se entusiasma com isso", disse ele.

"Muitas pessoas pensam que é sobre sexo, mas não é, é sobre relacionamentos e vida."

Embora ele tenha dito que nunca teve problemas para conseguir namoradas, ele disse que algumas têm sido mais compreensivas sobre sua situação do que outras.

No entanto, ele também disse que passou por "tempos sombrios" quando ele tomou drogas para esquecer "quem ele era". Mas isso só o levou a ficar mais deprimido e certa vez ele estava tão "para baixo" que tentou suicídio.

Como ele se preparou para se submeter a tratamento especializado que lhe dará um conjunto completo de genitais, ele mesmo estrelou em um documentário e apareceu em This Morning.

O filme, chamado The Man With No Penis, também contou com a Sra. Fabian e acompanhou o casal durante um ano.

Apesar da deficiência óbvia, o Sr. Wardle e a Sra. Fabian dizem que têm uma vida "inteiramente funcional" romântica e nunca estiveram mais felizes.

Andrew e sua namorada Fedra
Fedra Fabian e Andrew Wardle
"Minha primeira impressão sobre ele foi que ele tinha um humor incrível", diz Fabian de seu primeiro encontro com Wardle, que teve lugar em um acampamento de férias onde ambos estavam trabalhando.

- Ele sempre se certificava de que estávamos rindo. Ele era como um ímã.

Tendo ambos retornado para suas respectivas casas, Stoneybridge e Budapeste, o casal inicialmente tinha um relacionamento de longa distância e falava todos os dias no Skype.

Devido à distância, Wardle foi facilmente capaz de ocultar sua condição, mas quando Fabian declarou sua intenção de se mudar para o Reino Unido para estar com ele depois de cinco meses, ele tinha que ser honesto.

"Não pensei que ela viesse", explica. - Quem partiria de Budapeste para Stoneybridge? Eu não acho que ela faria isso. E então ela fez.

Para começar, o Sr. Wardle afirmou que tinha problemas renais em uma tentativa de evitar a intimidade, mas eventualmente confessou a condição.

"De certa forma, estou me dando uma chance", ele explica sua relutância em contar às namoradas sobre seus genitais ausentes. "Eu tenho que deixar as pessoas me conhecerem antes de deixar as pessoas saberem a condição."

Fonte: DailyMail