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sexta-feira, 30 de junho de 2017

O ruído noturno perturba o sono e pesquisa indica que pode causar infertilidade masculina


Ruas suburbanas barulhentas reduzem significativamente a fertilidade masculina, revela uma nova pesquisa.

Os pesquisadores acreditam que o ruído noturno perturba o sono, levando à infertilidade masculina.

Pesquisas anteriores revelaram que ter menos de seis horas de sono por noite reduz a chance de um homem engravidar uma mulher em 43%.

A falta de sono está associada a uma contagem baixa de espermatozoides, forma de esperma alterada e níveis reduzidos de testosterona.

Os problemas de infertilidade afetam cerca de um em cada seis casais globalmente pelo menos uma vez na vida, temporária ou permanentemente.


Como o estudo foi realizado

Pesquisadores da Universidade Nacional de Seul analisaram 206.492 homens entre 20 e 59 anos de 2006 a 2013.

Eles calcularam níveis de ruído usando informações do Sistema Nacional de Informações de Ruído combinadas com os códigos postais do participante do estudo.

Dos participantes, 3.293 foram diagnosticados com infertilidade durante o estudo.


Principais conclusões

Os resultados, publicados na revista Environmental Pollution, revelaram que a exposição noturna a um nível de ruído de 55 dB - o equivalente a uma rua suburbana - aumenta significativamente a probabilidade do homem ser diagnosticado com infertilidade.

Os pesquisadores especulam que o ruído noturno pode incomodar o sono, levando à infertilidade masculina.


Pesquisa passada

Pesquisas da Universidade de Boston, divulgadas em outubro do ano passado, revelaram que ter menos de seis horas de sono por noite reduz as chances de um homem engravidar uma mulher em 43%.

O Dr. Lauren Wise, autor do estudo da Universidade de Boston, disse: "Os problemas do sono especificamente foram associados com menores concentrações de esperma, contagem total de espermatozoides e porcentagem da morfologia normal do esperma (forma), bem como níveis de testosterona diminuídos".

Pesquisas passadas adicionais revelaram que cada 10 decibéis adicionais de ruído do tráfego aumentam as chances de uma mulher levar mais de seis meses a engravidar em 8%.

Suspeitam ser devido a poluição sonora que afeta o ciclo de ovulação feminina.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Esperma também pode ser afetado pela alimentação; entenda

Produção do esperma pode ser afetada pela ingestão exagerada de alimentos gordurosos e açúcares
Produção do esperma pode ser afetada pela ingestão exagerada
de alimentos gordurosos e açúcares / Imagem: Shutterstock 
A alimentação afeta aspectos físicos em geral, como cabelos, unhas e a oleosidade da pele; entenda como ela influencia na qualidade do sêmen.

Enquanto alimentos muito gordurosos podem desencadear aumento na oleosidade da pele e a baixa ingestão de ferro pode ocasionar queda de cabelo, a alimentação também pode influenciar a produção e a qualidade do esperma.

Um esperma de melhor qualidade, segundo a nutricionista Chris Castro, é aquele que tem uma produção adequada de espermatozoides (entre 100 e 200 milhões por dia). Essa produção, por sua vez, está diretamente relacionada a algumas substâncias como o zinco e os antioxidantes.


Produção do sêmen

Chris explica que os radicais livres presentes no organismo atacam constantemente as moléculas de oxigênio nas reações metabólicas do corpo, como a produção do sêmen. Porém, o excesso dessa oxidação enquanto o esperma é produzido pelas células testiculares pode prejudicá-lo. “Esse estresse oxidativo pode levar à diminuição da capacidade fertilizante do sêmen”, esclarece ela.

Já a importância do zinco está em uma enzima encontrada nos testículos que depende da substância para funcionar corretamente. “Estudos têm mostrado que ratos com dietas deficientes em zinco têm uma menor atividade dessa enzima nos testículos, acompanhados de uma menor produção de sêmen”, diz a nutricionista.


O que comer?

As substâncias necessárias para o combate aos radicais livres no organismo são aquelas presentes nos chamados alimentos antioxidantes. É possível encontrar substâncias antioxidantes em alimentos como o pepino, o azeite de oliva, na aveia e em algumas frutas, como a pitaya vermelha.

Em termos de quantidade, é indicado o consumo de, no mínimo, cinco porções de frutas ou vegetais que contenham antioxidantes por dia. A pitaya, por exemplo, apesar de exótica e ainda pouco conhecida, pode ser encontrada nos mercados em forma de creme. Já o azeite pode ser usado como tempero de saladas e a aveia tem cara de café da manhã.

O consumo de zinco indicado para homens é o de 11 mg por dia e, segundo Chris, é possível encontrar até 75 mg da substância em 100 g de ostras. Além delas, o zinco também está presente em alimentos como frango, leite, amendoim, entre outros.


O que deve ficar fora do prato?

A saúde, de forma geral, é prejudicada pela alimentação desbalanceada. No caso da produção de esperma, a especialista cita o consumo elevado de açúcares, frituras e álcool em conjunto com a baixa ingestão de frutas, verduras e água como práticas prejudiciais para a geração do esperma.

Fonte: http://deles.ig.com.br/mundo-masculino/2017-02-20/esperma-qualidade.html