sexta-feira, 29 de julho de 2016

Estudo constata alto indice de disfunção sexual entre adolescentes

Adolescentes entre 16 e 21 anos tiveram altos índices de problemas sexuais, com cerca de 80% dos adolescentes sexualmente ativos relatando um problema sexual nos últimos dois anos, de acordo com uma equipe de pesquisadores canadenses e americanos.

A maioria das pesquisas anteriores sobre a saúde sexual nessa faixa etária concentrou-se no risco de infecção e gravidez não planejada. Mas o funcionamento sexual em adolescentes não foi amplamente estudado.

Este estudo, publicado no site Journal of Adolescent Health, envolveu 405 adolescentes no Canadá (sendo 180 homens com idade média de 19 anos e 225 mulheres com uma idade média de 18 anos). Durante dois anos, os participantes completaram cinco pesquisas on-line que abordaram as seguintes preocupações:

  • função sexual geral ao longo dos últimos quatro semanas (por exemplo, a função erétil e ejaculação precoce para os homens, lubrificação e orgasmo para as mulheres)
  • angústia sexual
  • auto-estima sexual
  • como os entrevistados compartilharam seus gostos sexuais e desgostos com os seus parceiros
  • história de coerção sexual
  • educação sexual escolar


Entre os participantes sexualmente ativos, 78,6% dos homens e 84,4% das mulheres tiveram pelo menos um problema sexual durante o período de estudo. Para 41,7% dos homens e 47,8% das mulheres, esses problemas foram angustiantes.

Para os homens, os problemas sexuais mais comuns foram baixa satisfação, baixo desejo, e problemas de ereção.

Mais de metade das mulheres disseram que foram incapazes de atingir o orgasmo. Outras preocupações proeminentes para as mulheres foram a baixa satisfação e dor.

Adolescentes que não estavam em um relacionamento foram cerca de três vezes mais propensos a relatar problemas sexuais do que os que estavam em algum relacionamento.

Os problemas sexuais tendem a melhorar com o tempo para as mulheres, possivelmente por causa da "aprendizagem e experiência", observaram os autores.

"O que está claro é que o início da vida sexual para muitos começa caracterizada por problemas no funcionamento sexual que pode justificar o diagnóstico clínico de disfunções no futuro", disseram.

Os autores reconheceram que não avaliaram a saúde geral dos participantes, de modo que não ficou claro se as condições médicas, como diabetes, pode ter afetado a saúde sexual. Não pesquisaram sobre questões mais amplas, como escola, trabalho e vida familiar. Além disso, foram relatados problemas sexuais para as quatro semanas anteriores. Diferentes períodos de tempo podem produzir resultados diferentes.

Os pesquisadores incitaram os profissionais de saúde a considerar a função sexual quando se trabalha com pacientes adolescentes. "O desenvolvimento sexual saudável pode ser incentivado através dos processos de aprendizagem, comunicação, e experimentação para discernir o que é agradável na vida sexual, bem como os contextos e circunstâncias que são mais propícias para encontros positivos", disseram.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Homens não relacionam obesidade com diminuição da testosterona

Conclusão é de pesquisa nacional. A redução do hormônio masculino com a idade, conhecida popularmente como andropausa, afeta de 15 a 20% dos homens acima dos 50 anos.

Testosterona

Grande parte dos brasileiros não desconfia que a obesidade é um dos principais fatores relacionados à andropausa, condição multifatorial caracterizada pela queda dos níveis de testosterona em homens, também conhecida como hipogonadismo. Em pesquisa recente, realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) em parceria com o Laboratório Bayer, cerca de 83% dos homens maduros (50 aos 70 anos) não relacionaram a obesidade à condição e, entre os mais jovens (18 aos 22 anos), o número sobe para 89%.

A pesquisa realizada com 2.000 homens de sete capitais (Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo) aponta que a população masculina mais madura credita a redução de testosterona principalmente ao excesso de trabalho e estresse do dia a dia (20%) e mudanças nos níveis hormonais (18%). Entre os mais jovens, a falta de qualidade de vida (24%) e, também, as mudanças nos níveis hormonais (20%) foram as mais citadas. A obesidade foi lembrada por 17% na faixa etária mais elevada e por 11% na mais baixa.

Entre as preocupações masculinas ligadas à saúde, a pesquisa apontou que as doenças que mais os afligem são as cardiovasculares (33% entre os mais maduros e 25% entre os mais jovens) seguidas da impotência sexual (20% em ambas as faixas etárias). A obesidade foi apontada pelos entrevistados em um percentual menos expressivo, 6% entre os mais maduros e 12% entre os mais jovens.

Hoje, a obesidade é apontada pela Organização Mundial da Saúde como um dos maiores problemas de saúde pública, com um enorme impacto econômico na sociedade. A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões, obesos. Já no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), a doença vem crescendo cada vez mais, e levantamentos apontam que mais de 50% da população brasileira já está acima do peso.

Entre os impactos negativos que a obesidade pode causar à saúde do homem estão o maior risco de aterosclerose, diabetes, síndrome metabólica, doença hepática gordurosa não alcoólica, problemas cardíacos e disfunção erétil (popularmente chamada de impotência sexual), o que prova que a doença representa um sério fator de risco para a redução da qualidade e da expectativa de vida.

“Alertamos que estar fora do peso é um risco para a saúde dos homens, pois pode desencadear várias doenças como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, bem como influenciar o surgimento do hipogonadismo em homens maduros, isso porque o excesso de tecido adiposo altera o funcionamento da hipófise e dos testículos, inibindo a produção da testosterona. Esse quadro é mais acentuado a partir dos 45 anos”, reforça o urologista Archimedes Nardozza Jr., presidente da SBU.

A queda da testosterona traz diversos problemas aos homens e prejudica diretamente a qualidade de vida ao provocar alterações de humor, cansaço, sensação de perda de energia e diminuição das massas óssea e muscular. Além disso, afeta também a vida sexual ao diminuir a libido e desencadear a disfunção erétil, o que é uma preocupação para um número significativo de homens como aponta a pesquisa.

Um problema que tem solução 

Por ser considerada uma doença crônica, a obesidade necessita de intervenção médica, pois sem tratamento contribui de forma significativa para uma série de efeitos adversos sobre o sistema cardiovascular. Assim, a perda de peso nestes pacientes, em qualquer momento da vida adulta, pode resultar em benefício para a saúde. “Para viver com saúde e qualidade, além de buscar uma alimentação saudável e a prática de atividade física, é preciso reforçar a importância da consulta médica e da realização de exames periódicos. Dessa forma, se existir alguma anormalidade, o médico irá avaliar e indicar o tratamento adequado”, completa Dr. Archimedes.

Um estudo publicado neste ano no International Journal of Obesity avaliou prospectivamente 411 homens hipogonádicos e obesos que foram tratados com reposição hormonal, durante um período de 8 anos e foi observada significativa perda de peso na maior parte deles (perda de peso > 10% em mais de 65% dos pacientes). A reposição de testosterona em homens com hipogonadismo tem como objetivo normalizar os níveis hormonais e controlar os sinais e sintomas relacionados ao problema. Segundo o Dr. Farid Saad, coautor do estudo, “a reposição de testosterona em pacientes com hipogonadismo em longo prazo foi associada com aumento de massa magra, redução de peso e da circunferência abdominal".

Fonte: SBU


terça-feira, 19 de julho de 2016

Casos de gonorreia resistente a antibióticos aumentaram em mais de 400% entre 2013 e 2014, de acordo com um novo relatório do CDC.

Um relatório divulgado recentemente  mostra que o número de casos de gonorreia resistente a antibióticos no mundo aumentou mais de 400% entre 2013 e 2014. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que fica nos Estados Unidos, essa elevação alarmante faz especialistas acreditarem que, em breve, não haverá mais alternativas para tratar a Doença Sexualmente Transmissível (DST).

A melhor maneira de se prevenir é usar camisinha em todas as relações sexuais

A gonorreia é uma das DSTs mais comuns. A infecção é causada pela bactéria neisseria gonorrhoeae. No passado, antes da descoberta da penicilina, era considerada uma verdadeira peste, já que pode afetar outros órgãos, como garganta, olhos e articulações. Para piorar, os sintomas iniciais, como secreção purulenta, dores abdominais e ardor ao urinar, podem não aparecer em muitos pacientes, especialmente mulheres. A infecção pode evoluir para a doença inflamatória pélvica, que, por sua vez, pode gerar esterilidade ou até levar à morte. Além disso, a infecção  pode ser transmitida de mãe para filho.

Há muito tempo, a penicilina e outros antibióticos deixaram de fazer efeito contra a neisseria. O remédio mais usado atualmente é a azitromicina, e os novos casos de resistência demonstram que essa opção também poderá se tornar ineficaz, deixando os pacientes sem opção, segundo as informações do CDC, noticiadas pelo site Medical Daily.

Nos Estados Unidos, estima-se que 800 mil pessoas tenham gonorreia a cada ano. Apesar disso, só metade recebe o diagnóstico, porque certos pacientes não apresentam sintomas, ou não fazem exames. A melhor maneira de se prevenir é usar camisinha em todas as relações sexuais, além de procurar o médico sempre que algum sinal diferente aparece, como corrimentos ou secreções.