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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Báculo: O Osso do Pênis

Alguns báculos (osso peniano) / Museum of Toulouse
O báculo é um osso extraesquelético e ajudou os primatas a vencer no jogo do acasalamento


Por que os humanos perderam o osso do pênis?


Um dos produtos mais estranhos e maravilhosos da evolução é o osso do pênis, o báculo. O báculo é um osso extraesquelético, o que significa que não está conectado com o resto do esqueleto, mas que flutua airosamente no final do pênis. Dependendo do animal, seu tamanho varia de menos de um milímetro até quase um metro, e sua forma varia de um espinho semelhante a uma agulha a um dente parecido com o de um garfo.


O báculo da morsa, que poderia facilmente ser confundido com um garrote de 60 centímetros, mede aproximadamente um sexto da longitude do corpo do animal, enquanto que o diminuto osso do pênis do lémure-de-cauda-anelada, de alguns centímetros de comprimento, representa somente quarenta avos da longitude de seu corpo.


Os báculos são encontrados em determinadas espécies de mamíferos. A maioria dos primatas macho o têm, de modo que nós, humanos, estamos mais para uma raridade, já que carecemos dele. Em um punhado de circunstâncias extraordinárias há machos da espécie humana que desenvolveram um osso no tecido macio da extremidade do pênis, mas se trata de uma anomalia pouco frequente, e não de um báculo.


No novo estudo, publicado na Proceedings of the Royal Society B., o colega Kit Opie e o autor pesquisaram como se desenvolveu o báculo nos mamíferos, analisando sua distribuição entre as diferentes espécies em função do padrão de herança (conhecido como filogenética).


Demonstramos que o osso só se desenvolveu depois da divisão dos mamíferos em placentários e não placentários, há uns 145 milhões de anos, mas antes que aparecesse o ancestral comum mais recente dos primatas e dos carnívoros, há cerca de 95 milhões de anos. Nossa pesquisa mostra também que esse ancestral comum tinha báculo. Isso significa que qualquer espécie dentro desses grupos que não o possua, como a humana, deve tê-lo perdido no curso da evolução.


Em primeiro lugar, vejamos por que diabos um animal iria precisar de ter um osso no pênis. Os cientistas elaboraram várias teorias sobre a possível utilidade do báculo. Em determinadas espécies, como a dos gatos, o corpo da fêmea não expulsa os óvulos enquanto não houver o acasalamento, e alguns pesquisadores sustentam que o osso do pênis pode ajudar a estimular as fêmeas e desencadear a ovulação. Outra teoria, com um nome ligeiramente picante, é a hipótese da fricção vaginal. Basicamente diz que o báculo atua como uma calçadeira que permite ao macho vencer a fricção e deslizar dentro da fêmea.


Por fim, surgiu a ideia de que o osso do pênis ajude a prolongar a “intromissão”, também conhecida como penetração vaginal. Longe de ser tão somente uma boa forma de passar a tarde, esta maneira de fazer com que a intromissão dure mais serve ao macho para evitar que a fêmea escape e se acasale com outro antes de o esperma ter tido ocasião de realizar sua mágica. Esta teoria dá um significado totalmente novo à expressão “obstruir a entrada”.


Nós descobrimos que, no curso da evolução dos primatas, o fato de ter báculo sempre teve relação com uma duração maior da penetração (algo assim como mais de três minutos). Além disso, os machos das espécies de primatas em que a intromissão dura mais costumam ter o osso do pênis bem mais comprido do que os das espécies com intromissões breves.


Outra descoberta interessante foi que os machos das espécies que enfrentam níveis elevados de competição sexual pelas fêmeas têm báculos mais compridos que os que enfrentam níveis mais baixos.


Mas, o que acontece com os humanos? Se o osso do pênis é tão importante para competir por uma parceira e prolongar a cópula, por que não o temos? Pois, bem, em poucas palavras, a resposta é que nós, seres humanos, não pertencemos de todo à categoria da “intromissão prolongada”. Para os machos humanos, a duração média entre a penetração e a ejaculação é de menos de dois minutos.


No entanto, os bonobos só passam cerca de 15 segundos copulando a cada vez e, mesmo assim, têm báculo, embora seja muito pequeno (uns oito milímetros). Então, o que faz com que sejamos diferentes? Pode ter a ver com nossas estratégias de acasalamento. Entre os machos humanos (de modo geral) a competição sexual é mínima, já que o comum é que as fêmeas se acasalem com um só macho num mesmo período. Talvez a adoção deste padrão de acasalamento, unido à brevidade de nossa penetração, tenha sido a sentença de morte para o báculo.


Os cientistas estão apenas começando a decifrar a função deste osso tão insólito. O que parece claro é que as mudanças no báculo dos primatas são consequência, pelo menos em parte, das estratégias de acasalamento da espécie. A imagem que parece emergir é que, quando os níveis de competição sexual são elevados, no que diz respeito ao osso do pênis, quanto maior, melhor.

Fonte: El País

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Como você acha que deve ser o pênis do futuro?


Já pensou em um pênis com conexão com a internet para fazer sexo virtual? Ou um membro capaz de resistir às inúmeras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)? O Site IO9, especializado em tendências futurísticas para as mais variadas coisas, listou oito características que o ‘pênis do futuro’ pode apresentar.


Entre os pontos descritos no site, há alguns que realmente estão previstos com base em estudos científicos e experiências já iniciadas. Porém, há outros que são apenas frutos da imaginação de todos que se interessam pelo órgão reprodutor masculino, não importando a finalidade. Para esses casos, o autor explica que tentou descrever a melhor maneira de se chegar ao resultado a partir da situação atual.





De acordo com o autor, assim como o cérebro humano, o pênis utiliza apenas 10% de sua capacidade (na verdade, essa afirmação sobre o cérebro já foi derrubada, como você pode ver aqui). De qualquer forma, seguem as possibilidades que o “pênis cibernético” pode apresentar no futuro.


1. Resistência às DSTs

O pênis do futuro não vai ser totalmente livre de se contaminar por Doenças Sexualmente Transmissíveis, pois são muitas as enfermidades e formas de transmissão conhecidas. Porém, com os avanços tecnológicos, o membro, junto com um sistema imunológico também avançado, pode apresentar grande resistência e diminuição dos riscos de contaminação.

Esse processo aconteceria da seguinte forma: biossensores seriam implantados no pênis e identificariam a presença de corpos estranhos e diferentes patologias, alertando o sistema imunológico (que também seria aprimorado por meio do avanço tecnológico) para se defender dos micro-organismos responsáveis pelas doenças.

Qualquer pênis, mesmo que “ultraequipado”, mas que contenha sangue correndo em suas veias, será suscetível à contaminação de doenças. Entretanto, com o advento do pênis tecnológico, os riscos de infecção diminuiriam muito.


2. Controle de natalidade por demanda

Mecanismos anticoncepcionais destinados aos homens já são desenvolvidos atualmente e existem alternativas em estudo para proporcionar maior qualidade de vida para os usuários. Atualmente, as pílulas desenvolvidas são passíveis de esquecimento e possuem efeitos colaterais pelo envolvimento hormonal que acarretam (tanto para os homens quanto para as mulheres). Já processos como a vasectomia são permanentes, não permitindo o controle sobre quando os espermatozoides podem ou não agir e fecundar o óvulo.

Mas, com os estudos realizados atualmente, mecanismos de controle de fecundação estão sendo desenvolvidos. Alguns têm o intuito de bloquear a saída do sêmen antes de chegar à uretra e outros visam abolir a capacidade do esperma de penetração na célula reprodutora feminina.





Além disso, há alguns estudos para desenvolver uma espécie de “chave genética”, cujo objetivo seria ligar e desligar a produção de espermatozoides. O desafio para esse processo é com relação ao tempo para que o corpo volte a produzir esperma e também as possíveis disfunções hormonais.


3. Fim dos problemas de ereção

Atualmente um dos problemas mais incidentes relacionados ao pênis é a dificuldade de ereção. Estudos com terapia genética, tratamento farmacêutico, lançamentos de novas drogas e medicina regenerativa, como o enxerto de nervos, são algumas das possibilidades em desenvolvimento. Essas alternativas devem, inclusive, ser concebidas antes do advento do pênis futurístico.





De qualquer forma, todas as alternativas possíveis atualmente de alguma maneira apresentam riscos, efeitos colaterais ou resultados não tão satisfatórios neste sentido. Drogas como o Viagra, por exemplo, têm ajudado bastante, mas causam uma ereção por tempo muito extenso, além de serem muito caras.

Neste sentido, o pênis do futuro pode ajudar muito, caso os cientistas consigam desenvolver maneiras para que o membro se autorregenere. Outra possibilidade seria que, com o avanço da idade, o membro  receberia implementos artificiais que substituam alguns elementos naturais que estejam causando o problema.


4. Orgasmos múltiplos

O ponto que impede os homens de atingir múltiplos orgasmos é o tempo que o pênis fica “inativo” após uma ejaculação. Esse processo é chamado de Período Refratário e, dependendo da idade, pode levar de minutos a horas até que o membro volte a ter capacidade de ficar ereto.

Estudos dão conta de que esse fato é proporcionado pelo cérebro e não por qualquer defeito no próprio pênis. Segundo os cientistas, uma grande quantidade de hormônios é liberada com uma substância chamada “prolactina”, a qual inibe a ação da “dopamina”, responsável pelo estímulo sexual.





Para diminuir ou até acabar com o Período Refratário, a saída seriam elementos inibidores de prolactina, que conteriam a liberação dessa substância automaticamente após o orgasmo. Num futuro ideal, o “pênis avançado” poderia ficar ereto por demanda, quando o seu “dono” bem entendesse ou julgasse necessário.


5. Avanço na sensibilidade e no orgasmo

Atualmente, os cientistas realizam estudos que visam atingir as áreas mais remotas do cérebro e, com esses processos, já conseguiram produzir estímulos e excitação no núcleo accumbens, uma das regiões do órgão diretamente responsável pela sensação de prazer. Para aumentá-la, junto com a sensibilidade, e aprimorar a intensidade do orgasmo, a saída, possivelmente, será o avanço na capacidade dessa e das demais regiões do cérebro de responder às informações sensoriais enviadas pelo pênis.

O problema dos mecanismos de estimulação de áreas profundas do cérebro é que esses processos são muito invasivos, e o grande desafio da Ciência então seria atingir níveis de excitação de maneira menos agressiva. Uma das alternativas seria estabelecer uma conexão entre os sinais nervosos do pênis e dispositivos de estimulação transcraniana magnética ou por corrente direta. No futuro, esses aparelhos poderiam se tornar internos por meio de implantes.


6. Moldagem e tamanho ajustáveis

Este é um dos pontos que mais mexe com a imaginação e com o sentimento de homens e mulheres em relação ao “pênis do futuro”. A possibilidade de adequar tamanho e formato à capacidade física ou ao desejo da(o) parceira(o) deve ser uma das atribuições mais cobiçadas para o membro masculino. E essa característica faria com que os homens pudessem escolher as medidas bem como as características da superfície de seus membros.





Nesse sentido, qualquer tipo de avanço seria uma revolução, portanto, além de um desafio para desenvolvimento de técnicas complexas, também exigiria significativos avanços tecnológicos e de material. De qualquer forma, uma situação como essa não fica totalmente fora de cogitação, já que atualmente há registros de transplantes de pênis, sem perdas de função, completamente bem-sucedidos. Com as possibilidades já exploradas pela Ciência, no futuro, mesclando tecidos naturais e artificiais, talvez seja possível chegar a um pênis sintético, feito em laboratório, com funções principais e outras ainda mais avançadas, como a de alterar tamanho e forma.


7. Vibrador e modo “Hands Free”

Com novos “pênis” cibernéticos e futuristas que vão alterar forma e tamanho, por que não pensar em novas tecnologias que vão além da maneira “convencional” de utilizá-lo? A ideia aqui é dispensar o uso das mãos (hands free) para atingir o prazer máximo que órgãos genitais vibradores podem oferecer. Dessa forma, tanto para homens quanto para mulheres, o simples fato de pensar em algo excitante poderia fazê-los chegar ao orgasmo.





8. Conexão com a internet

Sim, os “smartpênis” poderão ter a funcionalidade genial de conexão com a rede mundial de computadores. O intuito seria aperfeiçoar o sexo virtual sem a utilização dos brinquedos eróticos que, atualmente, aprimoram as condições para se ter relações sexuais online com um parceiro à distância.





Um aplicativo online também poderia receber informações por Bluetooth, para monitorar estatísticas e dados biométricos, podendo até traçar objetivos por período. E as maravilhas tecnológicas do “pênis digital” também possibilitariam atualização de softwares, trazendo cada vez mais avanços para a sua “plataforma peniana”.







Mais informações sobre estética genital e aumento do pênis você encontra acessando www.aumentopenianodantas.com.br


Fonte: Megacurioso / IO9

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Ejaculação Precoce (EP)



Definição

ejaculação precoce é uma disfunção sexual masculina caracterizada pela:

Ejaculação que ocorre sempre ou quase sempre antes e até um minuto de penetração vaginal. Pode ser situacional, ocasional e permanente.

Ejaculação precoce é a incapacidade de retardar a ejaculação em todas ou quase todas as penetrações vaginais, e com conseqüências pessoais negativas, como a angústia, preocupação, frustração levando a evitar a intimidade sexual.


Ejaculação Anteportal

É o termo aplicado a homens que ejaculam antes da penetração vaginal e é considerada a forma mais grave de Ejaculação Precoce. Este tipo de ejaculação ocorre com maior frequência nos casais que estão tendo dificuldade em conceber filhos. Estima-se que entre 5% e 20% dos homens com Ejaculação Precoce permanente sofre de Ejaculação Precoce Anteportal.


Epidemiologia

A ejaculação precoce tem sido reconhecida como uma síndrome há mais de 100 anos. Apesar desta longa história, a prevalência da doença ainda não está claro. Essa ambiguidade deriva, em grande parte, da dificuldade em definir o que constitui a Ejaculação Precoce é sim uma forma relevante para a clínica. Definições vagas sem critérios operacionais específicos, diferentes modos de colheita de amostras, e aquisição de dados não-padronizados levaram a uma enorme variabilidade conceitual.

São várias as pesquisas médicas clínicas sobre o tema, acredita-se que a porcentagem de 20 a 30% dos homens tenham algum tipo de ejaculação precoce. Na faixa etária dos 18 aos 25 anos este grupo torna-se de maior número, melhorando naturalmente com o passar dos anos e experiências sexuais.


Etiologia (Causas)

Classicamente a Ejaculação Precoce foi pensada como sendo de causa psicológica ou interpessoal baseada em grande parte devido à ansiedade ou condicionamento. Ao longo das duas décadas passadas, etiologias biológicas, neurobiológicas para a ejaculação precoce têm sido propostas. Fatores biológicos foram propostos por Myriad para explicar a Ejaculação Precoce, são eles: hipersensibilidade da glande, alta velocidade de condução do estímulo pelo nervo pudendo até a área cortical, Perturbações na neurotransmissão serotoninérgica central, dificuldades de ereção e outras comorbidades sexuais, Prostatite, desintoxicação de medicamentos, drogas recreativas, Síndrome de dor pélvica crônica e distúrbios da tireoide. É de notar que nenhuma destas etiologias foram confirmadas em estudos de grande escala.

A desregulação da serotonina como hipótese etiológica para Ejaculação Precoce ao longo da vida tem sido usada para explicar apenas uma pequena percentagem (2-5%) de queixas de Ejaculação Precoce na população em geral.

A dopamina e oxitocina também parecem desempenhar papéis importantes na ejaculação; o biologia destes neurotransmissores em relação a ejaculação é menos bem estudado, mas em ambos os estudos com animais parecem ter um efeito estimulador sobre a ejaculação.

Os estudos sobre a medula espinhal e a ejaculação precoce é um dos novos caminhos de pesquisa que no futuro poderá trazer alguma nova forma de tratamento.

As questões genéticas da Ejaculação Precoce vem sendo pesquisadas em especial na Holanda porém longe ainda para explicar por completo a EP.