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terça-feira, 21 de agosto de 2018

Diretrizes Mais Recentes para Terapia com Testosterona

A American Urological Association (AUA) é uma organização profissional para urologistas. Fundada em 1902, a organização agora tem mais de 21.000 membros. Um de seus muitos papéis é fornecer orientações sobre vários aspectos da saúde urológica para que os médicos possam atender melhor seus pacientes.

Em abril de 2018, a AUA publicou uma nova diretriz clínica para o diagnóstico e tratamento da deficiência de testosterona. Inclui 31 recomendações.


O que é deficiência de testosterona?

Você provavelmente já ouviu falar sobre a testosterona à luz da saúde sexual masculina. Produzido pelos testículos, este hormônio impulsiona a libido, dá aos homens suas características físicas (como pelos faciais) e ajuda a manter a massa muscular.

Os corpos de alguns homens não produzem testosterona suficiente. Essa situação, chamada hipogonadismo, pode acontecer quando há problemas nos testículos ou na parte do cérebro que desencadeia a produção de testosterona. O hipogonadismo também pode ser resultado de quimioterapia, radioterapia, inflamação, infecção e obesidade.

Além disso, os corpos dos homens produzem menos testosterona à medida que envelhecem. Na verdade, os níveis de testosterona caem de 1% a 3% a cada ano após o 40º aniversário de um homem. Como resultado, alguns - mas não todos - homens começam a ter sintomas como baixo desejo sexual, fadiga, mau humor, disfunção erétil (DE) e diminuição da massa muscular.

Figura: Arq. Bras. Cardiol. vol.79 no.6 São Paulo Dec. 2002


Como é diagnosticada a deficiência de testosterona?

De acordo com a nova diretriz da AUA, dois critérios devem estar presentes para um homem ser diagnosticado com deficiência de testosterona:

  • Seus níveis de testosterona devem ser inferiores a 300 ng/dl. Duas medições totais de testosterona tomadas em duas ocasiões diferentes são recomendadas. Como os níveis de testosterona nos homens variam durante o dia, as medições matinais são a regra geral.

  • O homem deve exibir sintomas de baixa testosterona, como os mencionados acima - baixa libido, baixa energia, depressão, disfunção erétil, etc.


Se um homem atende apenas a um desses critérios, ele não tem deficiência de testosterona.


O que é terapia de reposição de testosterona (TRT)?

Terapia de reposição de testosterona (TRT) é prescrita para alguns homens com deficiência de testosterona. Esta forma sintética de testosterona é tipicamente administrada através de géis, adesivos ou injeções.


O que a AUA recomenda?

Algumas das recomendações estabelecidas pela AUA incluem o seguinte:

  • Os médicos devem informar os pacientes com deficiência de testosterona que a baixa testosterona é um fator de risco para doenças cardiovasculares. Nota: Em 2015, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) emitiu um comunicado, expressando preocupações de que os homens que tomam testosterona possam estar em maior risco de ataque cardíaco e derrame. No entanto, o link para esses eventos foi considerado controverso.

  • Os médicos devem informar os pacientes sobre a ausência de evidências ligando a terapia com testosterona ao desenvolvimento do câncer de próstata. Nota: Tem havido preocupações de que a terapia com testosterona pode levar ao câncer de próstata, mas esta ligação não foi comprovada. No entanto, a testosterona pode estimular o crescimento das células cancerígenas da próstata existentes, pelo que o TRT não é habitualmente recomendado para homens com cancro da próstata.

  • O impacto a longo prazo da testosterona exógena na espermatogênese deve ser discutido com pacientes interessados ​​em fertilidade futura. A terapia com testosterona exógena não deve ser prescrita para homens que estão atualmente tentando engravidar. Nota: A testosterona é importante para a produção de espermatozóides, mas a forma sintética usada no TRT pode interferir nesse processo. Às vezes, a contagem de espermatozóides aumenta depois que os homens param o TRT, mas isso não pode ser garantido. Os homens podem decidir depositar seu esperma antes de iniciar a terapia.

  • Os médicos devem discutir o risco de transferência com pacientes usando géis/cremes de testosterona. Os homens são aconselhados a lavar bem as mãos depois de aplicar a testosterona na pele para evitar a transferência para outra pessoa. Eles também devem cobrir a área de aplicação antes do sexo. (Por exemplo, se a testosterona é aplicada no ombro, usar uma camiseta pode reduzir o risco de transferir o gel ou creme para um parceiro.)

  • Os níveis de testosterona devem ser medidos a cada 6-12 meses durante a terapia com testosterona. Nota: Enquanto no TRT, é importante que os homens consultem seu médico regularmente para consultas de acompanhamento, para que os níveis de testosterona possam ser avaliados e o tratamento possa ser ajustado, se necessário.



TRT é certo para você?

Como mencionado acima, nossa discussão aqui abrange apenas algumas das recomendações da AUA. A orientação em si, juntamente com uma avaliação completa da sua saúde geral, pode ajudar você e seu médico a decidir se o TRT é apropriado para você.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Como saber se você tem testosterona baixa demais - e como tratar o problema

Hipogonadismo afeta cinco em cada mil homens, segundo o NHS
Hipogonadismo afeta cinco em cada mil homens, segundo o NHS
Imagem: 
Thinkstock

A testosterona define as características tipicamente associadas aos homens, como voz mais grossa e pelos faciais.

Todos os indivíduos masculinos precisam desse hormônio para ter uma vida saudável física e psicologicamente. Mas o nível de testosterona cai naturalmente com a idade - estima-se que cerca de 2% ao ano a partir dos 30 e 40 anos.

Essa queda gradual não deveria causar problemas, mas pode ser acentuada por certas doenças, tratamentos ou lesões.

A carência de testosterona é chamada hipogonadismo masculino, condição que pode afetar cinco entre cada mil homens, segundo dados do Sistema Nacional de Saúde britânico, o NHS.

Como saber ser o nível deste hormônio está abaixo do normal?

Os principais sintomas são:

- Fadiga e letargia
- Depressão, ansiedade e irritabilidade
- Redução da libido e disfunção erétil
- Menor tolerância ao exercício e menos força
- Redução na frequência em que é necessário se barbear
- Maior sudorese e transpiração noturna
- Baixa concentração ou memória ruim

A longo prazo, o hipogonadismo pode aumentar o risco de osteoporose, doença que deixa os ossos mais frágeis.

O hipogonadismo não faz parte do processo de envelhecimento, mas é um quadro relacionado à obesidade e à diabetes tipo 2.

O diagnóstico é feito com exames de sangue para medir os níveis de testosterona, que podem variar ao longo do mesmo dia. Se a deficiência é confirmada, o paciente normalmente é encaminhado a um endocrinologista.


Causas

Apesar de ser produzida nos testículos, a testosterona é um hormônio regulado pela hipófise e pelo hipotálamo, glândulas localizadas no cérebro.

Sendo assim, qualquer enfermidade que afete essas regiões pode causar hipogonadismo.

Mas o quadro também pode ser ligado a problemas diretos nos testículos, como uma cirurgia, lesão ou transtornos genéticos.

Infecções e enfermidades hepáticas e renais, assim como o abuso no consumo de álcool, também podem resultar em queda de testosterona. O mesmo pode ocorrer em consequência de tratamentos médicos como radioterapia e quimioterapia.


'Menopausa masculina'

Há muita controvérsia entre especialistas médicos sobre o termo andropausa - discute-se se a expressão é adequada para descrever uma "menopausa masculina".

Para autoridades britânicas, o termo é usado de forma errônea pela mídia para explicar certos sintomas comuns em homens a partir dos 40 anos e 50 anos.

Sintomas que poderiam ser associados à baixa testosterona muitas vezes nada tem a ver com a produção de hormônios, mas a problemas psicológicos e fatores externos como estilo de vida, dieta e estresse.

Nível de testosterona começa a cair a partir da faixa dos 30 a 40 anos e pode diminuir 2% a cada ano
Nível de testosterona começa a cair a partir da faixa dos 30 a 40 anos e pode
diminuir 2% a cada ano / Imagem: Getty Images 
               


Tratamento

No caso de confirmação de diagnóstico de hipogonadismo, o endocrinologista pode oferecer tratamentos com suplementos hormonais sob a forma de tabletes, adesivos, gel e injeções intramusculares. Todas as opções têm vantagens e desvantagens, assim como efeitos colaterais.

Médicos recomendam exames regulares de sangue para monitorar os níveis de testosterona.


Automedicação

Nos últimos anos, cresceram no mundo as prescrições de testosterona para homens. Nos EUA, canais de esporte na TV estão repletos de anúncios de remédios à base do hormônio, normalmente mostrando homens de meia idade cansados para participar de jogos de basquete ou mal-humorados demais para curtir um jantar romântico.

Desde 2001, as receitas de testosterona nos EUA triplicaram, o que levou a agência governamental que regula o setor de saúde e alimentos, a FDA, a emitir alertas sobre riscos de automedicação. A agência também tem lembrado que o hipogonadismo não está relacionado ao envelhecimento.

O consumo excessivo de testosterona pode resultar em problemas hepáticos e cardíacos e prejudicar a fertilidade e a libido, segundo várias agências de saúde no mundo.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-39353571

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Homens não relacionam obesidade com diminuição da testosterona

Conclusão é de pesquisa nacional. A redução do hormônio masculino com a idade, conhecida popularmente como andropausa, afeta de 15 a 20% dos homens acima dos 50 anos.

Testosterona

Grande parte dos brasileiros não desconfia que a obesidade é um dos principais fatores relacionados à andropausa, condição multifatorial caracterizada pela queda dos níveis de testosterona em homens, também conhecida como hipogonadismo. Em pesquisa recente, realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) em parceria com o Laboratório Bayer, cerca de 83% dos homens maduros (50 aos 70 anos) não relacionaram a obesidade à condição e, entre os mais jovens (18 aos 22 anos), o número sobe para 89%.

A pesquisa realizada com 2.000 homens de sete capitais (Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo) aponta que a população masculina mais madura credita a redução de testosterona principalmente ao excesso de trabalho e estresse do dia a dia (20%) e mudanças nos níveis hormonais (18%). Entre os mais jovens, a falta de qualidade de vida (24%) e, também, as mudanças nos níveis hormonais (20%) foram as mais citadas. A obesidade foi lembrada por 17% na faixa etária mais elevada e por 11% na mais baixa.

Entre as preocupações masculinas ligadas à saúde, a pesquisa apontou que as doenças que mais os afligem são as cardiovasculares (33% entre os mais maduros e 25% entre os mais jovens) seguidas da impotência sexual (20% em ambas as faixas etárias). A obesidade foi apontada pelos entrevistados em um percentual menos expressivo, 6% entre os mais maduros e 12% entre os mais jovens.

Hoje, a obesidade é apontada pela Organização Mundial da Saúde como um dos maiores problemas de saúde pública, com um enorme impacto econômico na sociedade. A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões, obesos. Já no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), a doença vem crescendo cada vez mais, e levantamentos apontam que mais de 50% da população brasileira já está acima do peso.

Entre os impactos negativos que a obesidade pode causar à saúde do homem estão o maior risco de aterosclerose, diabetes, síndrome metabólica, doença hepática gordurosa não alcoólica, problemas cardíacos e disfunção erétil (popularmente chamada de impotência sexual), o que prova que a doença representa um sério fator de risco para a redução da qualidade e da expectativa de vida.

“Alertamos que estar fora do peso é um risco para a saúde dos homens, pois pode desencadear várias doenças como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, bem como influenciar o surgimento do hipogonadismo em homens maduros, isso porque o excesso de tecido adiposo altera o funcionamento da hipófise e dos testículos, inibindo a produção da testosterona. Esse quadro é mais acentuado a partir dos 45 anos”, reforça o urologista Archimedes Nardozza Jr., presidente da SBU.

A queda da testosterona traz diversos problemas aos homens e prejudica diretamente a qualidade de vida ao provocar alterações de humor, cansaço, sensação de perda de energia e diminuição das massas óssea e muscular. Além disso, afeta também a vida sexual ao diminuir a libido e desencadear a disfunção erétil, o que é uma preocupação para um número significativo de homens como aponta a pesquisa.

Um problema que tem solução 

Por ser considerada uma doença crônica, a obesidade necessita de intervenção médica, pois sem tratamento contribui de forma significativa para uma série de efeitos adversos sobre o sistema cardiovascular. Assim, a perda de peso nestes pacientes, em qualquer momento da vida adulta, pode resultar em benefício para a saúde. “Para viver com saúde e qualidade, além de buscar uma alimentação saudável e a prática de atividade física, é preciso reforçar a importância da consulta médica e da realização de exames periódicos. Dessa forma, se existir alguma anormalidade, o médico irá avaliar e indicar o tratamento adequado”, completa Dr. Archimedes.

Um estudo publicado neste ano no International Journal of Obesity avaliou prospectivamente 411 homens hipogonádicos e obesos que foram tratados com reposição hormonal, durante um período de 8 anos e foi observada significativa perda de peso na maior parte deles (perda de peso > 10% em mais de 65% dos pacientes). A reposição de testosterona em homens com hipogonadismo tem como objetivo normalizar os níveis hormonais e controlar os sinais e sintomas relacionados ao problema. Segundo o Dr. Farid Saad, coautor do estudo, “a reposição de testosterona em pacientes com hipogonadismo em longo prazo foi associada com aumento de massa magra, redução de peso e da circunferência abdominal".

Fonte: SBU


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Disfunção Erétil, Hipogonadismo (Falta de Testosterona), Diabetes Tipo 2




A redução da testosterona e a diabetes tipo 2 são duas situações que implicam na perda da qualidade de vida sexual, seja pela redução da libido ou pela qualidade erétil. Além disto implicações em vários outros órgãos também ocorrem. Segundo os autores abaixo a reposição de testosterona vem melhorar e ajudar na qualidade erétil e na redução das complicações do diabetes tipo 2.


"Nos homens diabéticos tipo 2 com hipogonadismo, a terapia com testosterona a longo prazo melhora significativamente a função erétil, corrige anormalidades metabólicas, e muda a composição corporal, é o que sugerem dois estudos de longo prazo.

A testosterona é um hormônio não tóxico, disse Abdulmaged Traish, PhD, da Escola de Medicina da Universidade de Boston. "Como uma máquina fisiológica, o corpo humano tem uma fábrica chamada testículos que produzem testosterona ao longo da vida."


Quando os níveis da testosterona natural são repostos ao normal "há melhora na cognição, humor, energia e função sexual, reduz a gordura visceral e deposição de lipídios, acho que é absolutamente uma proteção para o risco cardiovascular", disse ao Medscape Medical News. "Isto é a história da terapia de reposição da testosterona e o que a pesquisa nos diz."

Dr. Traish apresentou resultados de um estudo da Associação Americana de Urologia (AUA) 2015 Reunião Anual, em Nova Orleans.



Os resultados de outros estudos foram apresentados por Aksam Yassin, MD, do Instituto de Urologia e Andrologia em Norderstedt-Hamburgo, Alemanha.

"Em homens com diabetes tipo 2, a disfunção erétil tem uma fisiopatologia multifatorial. No entanto, o hipogonadismo é uma questão importante e, mais cedo ou mais tarde, todos os outros homens com diabetes estão em risco para desenvolver a disfunção erétil",  Dr. Yassin disse ao Medscape Medical News."






Fonte: http://www.medscape.com/viewarticle/845206#vp_1