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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Ejaculação Precoce (EP)



Definição

ejaculação precoce é uma disfunção sexual masculina caracterizada pela:

Ejaculação que ocorre sempre ou quase sempre antes e até um minuto de penetração vaginal. Pode ser situacional, ocasional e permanente.

Ejaculação precoce é a incapacidade de retardar a ejaculação em todas ou quase todas as penetrações vaginais, e com conseqüências pessoais negativas, como a angústia, preocupação, frustração levando a evitar a intimidade sexual.


Ejaculação Anteportal

É o termo aplicado a homens que ejaculam antes da penetração vaginal e é considerada a forma mais grave de Ejaculação Precoce. Este tipo de ejaculação ocorre com maior frequência nos casais que estão tendo dificuldade em conceber filhos. Estima-se que entre 5% e 20% dos homens com Ejaculação Precoce permanente sofre de Ejaculação Precoce Anteportal.


Epidemiologia

A ejaculação precoce tem sido reconhecida como uma síndrome há mais de 100 anos. Apesar desta longa história, a prevalência da doença ainda não está claro. Essa ambiguidade deriva, em grande parte, da dificuldade em definir o que constitui a Ejaculação Precoce é sim uma forma relevante para a clínica. Definições vagas sem critérios operacionais específicos, diferentes modos de colheita de amostras, e aquisição de dados não-padronizados levaram a uma enorme variabilidade conceitual.

São várias as pesquisas médicas clínicas sobre o tema, acredita-se que a porcentagem de 20 a 30% dos homens tenham algum tipo de ejaculação precoce. Na faixa etária dos 18 aos 25 anos este grupo torna-se de maior número, melhorando naturalmente com o passar dos anos e experiências sexuais.


Etiologia (Causas)

Classicamente a Ejaculação Precoce foi pensada como sendo de causa psicológica ou interpessoal baseada em grande parte devido à ansiedade ou condicionamento. Ao longo das duas décadas passadas, etiologias biológicas, neurobiológicas para a ejaculação precoce têm sido propostas. Fatores biológicos foram propostos por Myriad para explicar a Ejaculação Precoce, são eles: hipersensibilidade da glande, alta velocidade de condução do estímulo pelo nervo pudendo até a área cortical, Perturbações na neurotransmissão serotoninérgica central, dificuldades de ereção e outras comorbidades sexuais, Prostatite, desintoxicação de medicamentos, drogas recreativas, Síndrome de dor pélvica crônica e distúrbios da tireoide. É de notar que nenhuma destas etiologias foram confirmadas em estudos de grande escala.

A desregulação da serotonina como hipótese etiológica para Ejaculação Precoce ao longo da vida tem sido usada para explicar apenas uma pequena percentagem (2-5%) de queixas de Ejaculação Precoce na população em geral.

A dopamina e oxitocina também parecem desempenhar papéis importantes na ejaculação; o biologia destes neurotransmissores em relação a ejaculação é menos bem estudado, mas em ambos os estudos com animais parecem ter um efeito estimulador sobre a ejaculação.

Os estudos sobre a medula espinhal e a ejaculação precoce é um dos novos caminhos de pesquisa que no futuro poderá trazer alguma nova forma de tratamento.

As questões genéticas da Ejaculação Precoce vem sendo pesquisadas em especial na Holanda porém longe ainda para explicar por completo a EP.





terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Prazer em outra forma de sexo depende de consenso sincero

A prática sexual, de qualquer tipo, depende da expectativa compartilhada de se alcançar o prazer de uma determinada forma e do consentimento mútuo dos parceiros para o seu exercício. Se a realização do sexo anal já foi associada no passado apenas às mulheres de rua, hoje nota-se um movimento geral e irrestrito a favor dessa prática. 

Depoimentos ou discursos que revelam que só não gosta quem não conhece essa forma sexual ou que todas as mulheres precisam aderir essa prática erótica, proliferam por toda parte. No entanto, é importante frisar que essa forma de prazer sexual imprescinde de orientações. 

A dor e o desconforto podem acontecer durante a penetração anal porque a musculatura do esfíncter - diferente da vagina que possui elasticidade para acoplar o pênis - é muito rígida e quando estimulada provoca contração reflexa. Se não houver um relaxamento adequado a dor é inevitável. Outro fator que pode dificultar o relaxamento muscular é o medo, elevando ainda mais a dor. 

Vale esclarecer que o revestimento do ânus - por ser muito delicado - é mais vulnerável a traumatismos e pequenas fissuras que o da vagina. Além disso, o ânus, por causa do trânsito das fezes, é naturalmente povoado por bactérias causadoras de vaginites (inflamação da vagina) e infecções urinárias. Essa prática também aumenta a possibilidade de o homem contrair uma uretrite (inflamação da uretra - local por onde sai o xixi). 

Isto posto, torna-se inevitável o uso de preservativos pelos motivos acima expostos e por causa do risco de transmissão de Aids (haja vista a frequência com que os pequenos ferimentos ocorrem nessa prática sexual, tornando-se uma porta de entrada para o HIV). 

Por outro lado, a relação anal não expressa nenhuma tendência homossexual como muitas mulheres desconfiam de seus parceiros quando convidadas por eles a experimentar esse tipo de prazer. A homossexualidade se caracteriza pela atração por alguém do mesmo sexo e não pela penetração anal. 

A manifestação do desejo por uma determinada prática sexual pode se dar apenas por uma questão de curiosidade ou de preferência. Neste sentido, quando o desejo masculino apontar para a penetração anal, cabe à mulher decidir se também deseja expressar a sua sexualidade dessa forma. 

Se a relação anal é uma das formas encontradas pelo casal para se obter o prazer, o uso de lubrificantes neutros à base de água deve ser uma escolha para evitar maiores lesões da mucosa, e o uso de preservativos, como já mencionado anteriormente, um componente indispensável nessa prática sexual. 

Porém, se a penetração anal não for desejada pela mulher ou se ela constatar que não sente prazer com essa prática, é bom repensar nas alternativas criativas que possam elevar o prazer sexual do casal respeitando algumas diferenças que possam advir das partes envolvidas nesse relacionamento. 

Afinal, pode ser empobrecedor para a vida erótica de um casal não a ausência de uma prática sexual específica, mas não saber desfrutar do prazer que o sexo em toda a sua extensão pode proporcionar a ambos. 

A liberdade que garante a satisfação sexual não se sujeita a imperativos de qualquer natureza que não parta de uma escolha íntima e compartilhada na vida a dois. 


Margareth de Mello F. dos Reis - psicóloga e terapeuta sexual



Fonte: Portal Bonde