quarta-feira, 27 de maio de 2015

Cafeína pode contribuir ao desempenho sexual, diz estudo



Além de dar uma energia a mais para as atividades de rotina, o cafezinho de todos os dias pode também ajudar um casal a ter uma boa noite em claro.

Um estudo da Universidade do Texas descobriu que uma certa quantidade de cafeína ingerida pelos homens todos os dias reduzia a probabilidade de disfunção erétil e, consequentemente, melhorava o desempenho sexual.

O estudo, divulgado na publicação científica PLOS, foi feito com mais de 3,7 mil homens de mais de 20 anos e constatou que os que bebiam de dois a três cafés (85 a 170 miligramas de cafeína) por dia reduziam o risco de terem impotência sexual.

O estudo constatou que 42% dos que bebiam essa quantidade de café diariamente eram menos propícios a relatar problemas de disfunção erétil que os que não bebiam.

A constatação também valeu para homens acima do peso, obesos ou com problemas de pressão alta. O café só não trouxe mudanças para os diabéticos que participaram do experimento.


"Apesar de termos visto uma redução da disfunção erétil com homens obesos, acima do peso ou hipertensos, isso não aconteceu com os que tinham diabetes", explicou um dos principais autores do estudo, professor David Lopez, em comunicado divulgado pela universidade.

"Diabetes é um dos maiores fatores de risco para disfunção erétil, então isso não foi uma surpresa."


Ressalva


A estatística, porém, caía para 39% para homens que bebiam mais que três cafés por dia.

Os autores da pesquisa acreditam que a cafeína estimula uma série de efeitos farmacológicos que aumentam o fluxo do sangue para o pênis, relaxando as artérias e os músculos.

Os autores dizem que os resultados da pesquisa estão alinhados com os encontrados em investigações prévias. Fazem a ressalva, porém, de que são necessários mais estudos para determinar claramente uma relação de causa e efeito entre cafeína e desempenho sexual.

Ainda segundo o estudo, além do café, outras bebidas que contêm cafeína podem ajudar na prevenção da impotência sexual, como chás, refrigerantes ou bebidas esportivas.


A impotência sexual atinge 25 milhões de brasileiros, segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia divulgada em dezembro do ano passado. O problema acontece principalmente em homens de 40 a 70 anos de idade.


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Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Cientistas usam impressão 3D para solucionar impotência sexual




Um estudo publicado na última edição da revista Biofabrication explica uma técnica que usa impressão 3D para construir estruturas que podem substituir o tecido erétil do pênis e do colo do útero. Essa nova técnica poderia solucionar problemas de impotência sexual causados por lesões ou doenças nesses tecidos. 



A maior parte dos tecidos contém colágeno, o que lhes garante a consistência. O colágeno é formado por células conhecidas como fibroblastos, que podem formar estruturas capazes de canalizar as forças e redistribuí-las em alguma direção. Quando um tecido é lesionado, as fibras não voltam ao normal, impedindo seu funcionamento adequado e podendo levar à perda da função.




Nesse estudo, a pesquisadora Serena Danti, da Universidade de Twente, na Holanda, utilizou a impressão 3D para criar uma espécie de armação simulando o padrão das fibras de colágeno de um tímpano. Depois disso, ela colocou a estrutura produzida junto de células-troco humanas que produziram fibroblastos e se desenvolveram em torno da armação.



A pesquisa pretende desenvolver um substituto funcional para o tímpano, para então trabalhar com a construção de estruturas mais complexas.




quinta-feira, 19 de março de 2015

Jovem africano que recebeu pênis de doador já tem relações frequentes

Rapaz de 21 anos que recebeu o órgão já foi capaz de ter relações sexuais com a namorada com boa ereção

África do Sul - Nem mesmo os médicos responsáveis pelo primeiro transplante de pênis bem-sucedido do mundo, realizado em dezembro na África do Sul e divulgado sexta-feira, esperavam resultado tão bom. Apenas cinco semanas após a operação, o jovem de 21 anos que recebeu o órgão já foi capaz de ter relações sexuais com a namorada e de urinar sem o auxílio de um catéter, contaram nesta segunda-feira os especialistas que fizeram a cirurgia pioneira.

Equipe que fez a operação comemorou o sucesso inédito da técnica Foto:  Reprodução

“O paciente tem ereções de boa qualidade, ejacula e faz sexo frequentemente com sua parceira”, disse o médico Frank Graewe. O saldo positivo do procedimento foi comemorado pelo cirurgião plástico Ricardo Cavalcanti, da Casa de Portugal. “Já existiam casos de reimplante do pênis, mas o transplante é algo inovador que abre grandes perspectivas para pacientes com câncer que sofrem amputação, problema mais comum do que parece”, diz Cavalcanti. 


TOM DE PELE IGUAL 

Frank Graewe afirmou que o doador e o jovem transplantado tinham o mesmo tom de pele. Para o urologista Bernardo Geoffroy, do Hospital Badim, essa questão é a mais importante do processo. “Todo órgão externo transplantado pode causar problemas psicológicos graves se o paciente não se reconhecer ali”, afirma ele. A cirurgia, que durou dez horas, conectou vasos, artérias e a uretra do paciente com as do pênis doado para recuperação das funções do órgão (veja passo a passo no box ao lado). “É uma operação delicada e que demanda a ajuda de microscópio porque são estruturas muito pequenas.”

Otimista quanto às possibilidades da técnica, Ricardo Cavalcanti vê dificuldades para a chegada do método ao Brasil. “O órgão tem de ser retirado rápido após a morte do doador e a logística é complicada, além da resistência das famílias em doar”, aponta. O procedimento ainda não tem regulamentação no Brasil. Em busca de financiamento e doadores, médicos sul-africanos pretendem fazer mais nove cirurgias até o final do ano. 


COMO É 

  • O pênis todo é retirado do doador com morte cerebral. Veias, artérias, nervos e demais estruturas são mantidas intactas.
  • Os médicos conectam três artérias para garantir o fluxo de sangue e dois nervos para dar sensibilidade.
  • Uretra e corpos cavernosos também são reconstruídos para garantir urina e ereção, respectivamente.
  • Microscópio ajuda na cirurgia, que dura dez horas.
  • O paciente toma imunossupressores para evitar rejeição.


FONTE: O Dia