terça-feira, 8 de novembro de 2011

Quanto mais gordo for o homem, mais pobre é seu esperma

Homens obesos têm esperma mais pobre em espermatozóides, o que pode ter impacto direto sobre sua fertilidade, segundo um estudo francês apresentado em Estocolmo no congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana (ESHRE).
O estudo foi realizado no final de 2010 com 1940 pessoas por uma equipe liderada por Paul Cohen-Bacrie, diretor científico do Laboratório de Biologia Médica de Eylau-Unilabs, em Paris. Foi "o maior estudo já realizado" sobre o tema, segundo a Unilabs, uma associação de laboratórios de 12 países europeus, fundada na Suíça.

"O sobrepeso causa uma modificação dos parâmetros do esperma, devido provavelmente a desordens hormonais, com déficits em número, em mobilidade e em vitalidade, o que causa perdas de possibilidade de concepção", explicou à AFP o dr Cohen-Bacrie.

Os pesquisadores analisaram o volume de esperma, seu pH, a concentração de espermatozóides por ml de esperma, seu número total, sua mobilidade, sua vitalidade, a taxa de formatos atípicos, etc. Os coeficientes de correlação foram estabelecidos entre esses parâmetros e o índice de massa corporal.
Com um IMC (peso dividido pelo dobro da altura) inferior a 18, a pessoa pode ser considerada magra; entre 18 e 25, o peso é normal; entre 25,1 e 30, há sobrepeso; e o indivíduo é obeso quando o resultado supera 30.

O estudo mostra que quanto maior o sobrepeso, menor a qualidade do esperma, particularmente no que concerne à concentração e ao número total de espermatozóides. Além da concentração de espermatozóides ser 10% menor para os pacientes com sobrepeso em relação àqueles com peso normal e chegar a 20% para os obesos, a mobilidade dos espermatozóides destes cai 10%.

A contagem total de espermatozóides, de 184 a 194 milhões de ml entre as pessoas com peso normal, cai para 164/186 entre as pessoas com sobrepeso, e para 135/157 entre os obesos. O número de pessoas que sofrem de uma ausência total de espermatozóides (azoospermia) passa de 1%, quando o peso é normal, para 3,8% entre os obesos.

Quando a idade aumenta, o efeito do IMC na concentração e na quantidade permanece o mesmo, mas a mobilidade dos espermatozóides entre os obesos diminui significativamente. Já se sabe que a mulher obesa ou muito magra pode ter problemas de ovulação. Mas "quando um casal quer ter filhos, é preciso também tomar cuidado com o peso do homem, um dado importante", ressalta Cohen-Bacrie.

Mas há um elemento reconfortante: ele constatou em 300 pacientes que o problema é reversível, e que ao emagrecer os parâmetros perdidos são recuperados. Com relação ao peso e a outros dados, como o hábito de fumar, pode-se "com atitudes simples, ter concepções naturais e evitar a procriação assistida por médicos", indica esse especialista da PMA. "Se pudermos evitar o recurso à Ciência Médica da procriação fazendo um regime, é melhor", disse.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ejaculação frequente melhora qualidade do DNA nos espermatozóides

Esta é a principal conclusão de um estudo publicado na revista americana "Fertility and Sterility" por pesquisadores da Universidade Autônoma de Madri e da Clínica Ginemed de Sevilla, divulgado nesta sexta-feira.

Os pesquisadores mediram nos espermatozoides o nível de fragmentação do DNA, uma molécula essencial para transmitir a informação genética que forma os seres vivos e de cuja integridade depende o bom desenvolvimento do embrião.

Jaime Gosálvez, pesquisador da Unidade de Genética da Universidade Autônoma de Madri, afirmou à Agência Efe que no DNA está quase 100% da informação genética que forma qualquer organismo, e se esta informação for danificada nos espermatozoides, o embrião pode não se desenvolver.

Muitos fatores determinam a qualidade dos espermatozoides, mas um dos mais importantes é a qualidade do DNA. "Se o espermatozoide transmite um DNA fragmentado, aumenta o risco de perda do embrião", constatou Gosálvez.

O pesquisador explicou ainda que, nas técnicas de reprodução assistida atuais, a importância da concentração e da mobilidade dos espermatozoides fica relegada a um segundo plano - especialmente no método de injeção intracitoplasmática, que permite a fecundação do óvulo mesmo com poucos espermatozoides e com problemas de mobilidade. Por isso, é preciso melhorar a qualidade do DNA espermático, complementou.

Para chegar a estas conclusões, foram feitas duas pesquisas independentes, uma em Sevilla com 21 homens de 25 a 35 anos, e outra em Madri com 12 voluntários de 20 e 25 anos.

No primeiro estudo, os doadores ficaram 96 horas sem ejacular, e depois se masturbaram uma vez ao dia para que fossem analisados os níveis de fragmentação do DNA espermático. No segundo grupo, os homens, após 24h de abstinência, ejacularam duas vezes com um intervalo de três horas.

Em ambos os casos, os pesquisadores constataram que existe menos dano no DNA quando há ejaculações mais frequentes, efeito potencializado com a seleção dos espermatozoides, um procedimento padrão nas clínicas de reprodução assistida.

Isto facilita a seleção de espermatozoides livres de dano em sua molécula de DNA em técnicas de reprodução assistida, e inclusive as vantagens podem se prolongar à gravidez natural."Todo mundo suspeitava destes resultados, mas até agora ninguém tinha comprovado", disse Gosálvez.

As conclusões deste estudo contradizem o estabelecido sobre os períodos solicitados de abstinência sexual de vários dias.As técnicas de reprodução assistida para o homem dão muita atenção à mobilidade e concentração elevada dos espermatozoides, mas "se o DNA estiver danificado, nada disso adianta", portanto "talvez a masturbação possa ter, a partir de agora, outras implicações de caráter fisiológico que transcendem a busca do mero prazer sexual", finalizou. EFE ngg/ms/id

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Cremes podem dar mais prazer na 'hora H'?

O uso de cremes ou óleos especiais é muito comum entre os casais que buscam mais prazer na relação. Passar o creme no corpo do parceiro ou da parceira é uma forma muito agradável de fazer e ter carinho. O fato de muitos desses cremes serem encontrados em sex-shop já dão uma conotação diferente, de busca de um prazer mais intenso. Eles induzem à fantasia erótica, à sensualidade, criando um clima para a relação. 


Alguns desses cremes possuem substâncias vasodilatadoras à base de fentolamina e papaverina, que teriam a função de melhorar a excitação sexual. Tecnicamente, eles apresentam mais um efeito placebo. Placebo é o nome que a medicina dá a um medicamento com princípio ativo sem ação química, que o médico prescreve ao paciente dizendo ser um medicamento ativo, real. 

O clitóris tem 400 milhões de terminações nervosas sensitivas por centímetro quadrado, mas não acredito que essas substâncias, aplicadas em forma de creme, tenham absorção suficiente na região genital para, por exemplo, provocar a ereção do clitóris. 

Porém, com o uso dos cremes, a fantasia está instalada. Os casais podem fazer massagens um no outro. Essas carícias ajudam a conhecer melhor o corpo do parceiro, encontrar os pontos mais sensíveis, de maior excitação e prazer. O toque é um aprendizado. É sempre bom lembrar que a pele é o maior órgão do corpo humano, com milhões de terminações nervosas e por isso traz benefícios ao ato sexual. 

Alguns cremes também são muito usados para facilitar a penetração vaginal ou anal. É importante ressaltar que a penetração deve ser feita sempre com camisinha. O preservativo ainda é a melhor forma de evitar doenças sexualmente transmissíveis. 
Márcio Dantas de Menezes - médico, palestrante e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual

Fonte:  http://www.bonde.com.br/?id_bonde