quarta-feira, 12 de abril de 2017

Entenda o que é a Torção Testicular

O problema pode acontecer em qualquer idade, mas afeta principalmente crianças e adolescentes.

Quando crianças ou adolescentes sentem uma dor súbita e intensa nos testículos, a principal causa é a torção testicular. Geralmente, o problema vem acompanhado de outros sintomas, como dor abdominal, inchaço no saco escrotal, náuseas e vômito.

A torção é considerada uma emergência médica e precisa ser tratada imediatamente, podendo se agravar e até mesmo resultar na remoção de um dos testículos. Por isso, exige atenção e diagnóstico rápido para evitar o comprometimento permanente do órgão.

Torção Testicular (Ilustração)


A torção testicular ocorre quando o testículo gira em torno do seu próprio eixo, causando o estrangulamento e obstrução de vascularização, interrompendo o fluxo sanguíneo na área. O problema se manifesta com uma dor súbita no saco escrotal (que envolve os testículos), acompanhada de inchaço no local, aumento da temperatura e vermelhidão.

Outros sinais apresentados são náuseas, vômitos e dor abdominal. Em geral, esses sintomas variam de acordo com a idade do paciente.

Nos recém-nascidos, há aumento brusco do volume do saco escrotal do lado comprometido, endurecimento do testículo e pouca dor. Nas crianças e adolescentes, o quadro começa com dores abdominais ou inguinais, para depois se localizarem no testículo. No adulto jovem, a dor no testículo é o primeiro sintoma.

Pessoas de qualquer idade podem apresentar um caso de torção testicular, mas geralmente crianças e adolescentes entre 10 e 25 anos são os mais afetados. As causas do problema são malformações congênitas, exercícios violentos, traumas, banhos em água muito fria ou uma combinação de vários desses motivos.


Tratamentos para o problema

O diagnóstico da torção testicular é feito através de exame clínico, juntamente com ultrassonografia. A condição é uma emergência. Deve ser procurado um médico imediatamente para que o tratamento necessário seja realizado com rapidez. Caso não seja tratado dentro das primeiras seis horas após a torção, o testículo pode sofrer alterações irreversíveis, obrigando a sua remoção.

Após o diagnóstico, o primeiro passo é tentar realizar a distorção manual para voltar o testículo à sua condição normal. Quando não é possível, deve ser realizada então a cirurgia, em que é feita uma incisão no escroto, a distorção do testículo e a fixação do outro testículo não afetado, por meio de suturas na parede do escroto.

Nos casos mais graves de torção testicular, em que há o comprometimento permanente de um dos testículos, ele deve ser removido. Isso não deixa sequelas no paciente, pois o outro órgão sozinho é suficiente para manter a fertilidade e produção dos hormônios em níveis normais.

Além disso, existem implantes cosméticos que podem ser colocados no local para substituir o testículo removido, conservando a aparência normal no exterior do saco escrotal.


Fonte: Terra


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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Esperma também pode ser afetado pela alimentação; entenda

Produção do esperma pode ser afetada pela ingestão exagerada de alimentos gordurosos e açúcares
Produção do esperma pode ser afetada pela ingestão exagerada
de alimentos gordurosos e açúcares / Imagem: Shutterstock 
A alimentação afeta aspectos físicos em geral, como cabelos, unhas e a oleosidade da pele; entenda como ela influencia na qualidade do sêmen.

Enquanto alimentos muito gordurosos podem desencadear aumento na oleosidade da pele e a baixa ingestão de ferro pode ocasionar queda de cabelo, a alimentação também pode influenciar a produção e a qualidade do esperma.

Um esperma de melhor qualidade, segundo a nutricionista Chris Castro, é aquele que tem uma produção adequada de espermatozoides (entre 100 e 200 milhões por dia). Essa produção, por sua vez, está diretamente relacionada a algumas substâncias como o zinco e os antioxidantes.


Produção do sêmen

Chris explica que os radicais livres presentes no organismo atacam constantemente as moléculas de oxigênio nas reações metabólicas do corpo, como a produção do sêmen. Porém, o excesso dessa oxidação enquanto o esperma é produzido pelas células testiculares pode prejudicá-lo. “Esse estresse oxidativo pode levar à diminuição da capacidade fertilizante do sêmen”, esclarece ela.

Já a importância do zinco está em uma enzima encontrada nos testículos que depende da substância para funcionar corretamente. “Estudos têm mostrado que ratos com dietas deficientes em zinco têm uma menor atividade dessa enzima nos testículos, acompanhados de uma menor produção de sêmen”, diz a nutricionista.


O que comer?

As substâncias necessárias para o combate aos radicais livres no organismo são aquelas presentes nos chamados alimentos antioxidantes. É possível encontrar substâncias antioxidantes em alimentos como o pepino, o azeite de oliva, na aveia e em algumas frutas, como a pitaya vermelha.

Em termos de quantidade, é indicado o consumo de, no mínimo, cinco porções de frutas ou vegetais que contenham antioxidantes por dia. A pitaya, por exemplo, apesar de exótica e ainda pouco conhecida, pode ser encontrada nos mercados em forma de creme. Já o azeite pode ser usado como tempero de saladas e a aveia tem cara de café da manhã.

O consumo de zinco indicado para homens é o de 11 mg por dia e, segundo Chris, é possível encontrar até 75 mg da substância em 100 g de ostras. Além delas, o zinco também está presente em alimentos como frango, leite, amendoim, entre outros.


O que deve ficar fora do prato?

A saúde, de forma geral, é prejudicada pela alimentação desbalanceada. No caso da produção de esperma, a especialista cita o consumo elevado de açúcares, frituras e álcool em conjunto com a baixa ingestão de frutas, verduras e água como práticas prejudiciais para a geração do esperma.

Fonte: http://deles.ig.com.br/mundo-masculino/2017-02-20/esperma-qualidade.html

Veneno de aranha armadeira pode gerar remédio para Disfunção Erétil

Com uma molécula presente no veneno da aranha armadeira é possível criar medicamento para tratar doença e pode ser usado por cardíacos e diabéticos

Pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fundação Ezequiel Dias (Funed) identificou que o veneno da aranha armadeira pode ser manipulado em prol da saúde masculina e ajudar no tratamento de disfunção erétil. O estudo apontou que frente aos demais medicamentos no mercado, ele tem boas vantagens. A biotecnologia desenvolvida já foi licenciada pela empresa Biozeus, que dará sequência ao projeto.

aranha phoneutria nigriventer (aranha armadeira)
Ilustração de uma aranha phoneutria nigriventer (aranha armadeira)

A pesquisa teve início há mais de 10 anos, quando as instituições isolaram a molécula responsável pelo priapismo – a toxina PnTx(2-6) – responsável pela ereção, foi separada do restante das substâncias do veneno, criando assim o medicamento para disfunção erétil.

“Nós começamos a estudar qual a parte da toxina atuava nesses canais, para que pudéssemos removê-la. Ao final, dos 48 resíduos de aminoácido que compõem a toxina, nós selecionamos um grupo de 19 aminoácidos e eliminamos o resto. E a partir desse estudo, pudemos sintetizar o peptídeo PnPP 19. Aí, já não era mais a molécula do veneno. Era outra molécula produzida em laboratório”, explica a pesquisadora Maria Elena de Lima Perez Garcia, do departamento de química e neurologia da UFMG.

O peptídeo PnPP 19 foi testado em ratos, onde foi verificada a ereção sem os efeitos indesejados. “Para nossa surpresa, ele não mostrou toxicidade nenhuma nos animais. E também não foi imunogênico, isto é, o organismo não produziu anticorpos contra a substância. Observamos que não houve nenhuma outra alteração no tecido do pênis além da ereção. E também não houve ação nos canais para sódio no restante do organismo”, relata Maria Elena.

De origem sul-americana, a aranha armadeira é bem distribuída no sudeste brasileiro, tanto em áreas rurais como em áreas urbanas. Conhecida cientificamente como Phoneutria nigriventer, ela é também chamada popularmente de aranha-de-bananeira por ser constantemente encontrada em cachos de bananas.


Remédio

Atualmente o estudo é conduzido pela pesquisadora Carolina Nunes Silva, que tem como tese de seu doutorado a pesquisa. Segundo ela, o medicamento baseado no peptídeo PnPP 19, pode ser usado por pacientes com condições clínicas que impedem o uso do Viagra ou o Cialis. “O grande problema do Viagra é que ele não pode ser usado por pessoas que tem problemas cardiovasculares. E, pelo que vimos um medicamento a partir do peptídeo não teria esse problema. Nós fizemos testes isolados nos corações dos ratos e também em canais pra sódio expressos exclusivamente no miocárdio e não foi observada nenhuma ação”, diz a pesquisadora.


Patente

A UFMG detém a patente da biotecnologia que desenvolveu o peptídeo PnPP 19. Em dezembro de 2016, foi feita a transferência de tecnologia para a Biozeus, que passou a ter os direitos de exploração da molécula.

Alguns testes mais complexos e mais caros estão sendo realizados no exterior. Se as etapas ocorrerem dentro do esperado, o produto para tratar de disfunção erétil pode chegar ao mercado em 2023. Os ensaios pré-clínicos com animais levariam mais dois anos. Os testes clínicos com humanos demandariam aproximadamente quatro anos, parte deles desenvolvidos pela Biozeus e outra pela indústria que vier a se interessar pelo remédio.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2017-04-09/veneno-disfuncao-eretil.html