sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O tamanho do pênis realmente é importante?

O tamanho do pênis está entre os assuntos mais comentados quando o assunto é sexo; o que é estranho, se levarmos em consideração os inúmeros estudos e pesquisas que demonstram que o tamanho não parece afetar o que o parceiro pensa sobre o desempenho na cama. Em outras palavras, não é o comprimento do membro o que irá prejudicar sua vida sexual, mas sim a sua preocupação excessiva com o tamanho dele. “A relação pode tornar-se problemática quando os homens dão atenção excessiva a essas questões, em vez de se divertir, desfrutar o momento, e encontrar maneiras de proporcionar prazer à pessoa amada,” diz David Frederick, professor assistente de psicologia da saúde na Universidade Chapman. Aqui, com a ajuda de Frederick, brindamos alguns fatos sobre o tamanho do pênis, que devem ajudá-lo a deixar para trás essa excessiva preocupação com o tamanho.

(Foto Cortesia de Yuji Sakai / Getty Images)

O tamanho médio de um pênis ereto é de aproximadamente 13 centímetros.

Recentemente, pesquisadores do Reino Unido combinaram dados sobre o tamanho do pênis de participantes de 20 estudos, comparando 15.521 pênis de homens, com 17 anos ou mais. Os profissionais de saúde realizaram todas as medições e nenhum dos participantes envolvidos poderia ter disfunção erétil, ou queixar-se de ter um pênis pequeno. Os resultados revelaram um comprimento médio de 9 centímetros para um pênis flácido e 13 centímetros para um pênis ereto. A circunferência de cada um deles variava entre 9,3 e 6,6 centímetros. Quatro dos estudos desse artigo revelaram uma relação significativa entre o comprimento de um pênis estirado e o comprimento de um pênis ereto. Não foi encontrada relação real entre o comprimento do pênis e o tamanho dos dedos; tamanho dos testículos; idade ou tamanho do pé.

Decepcionado? Isso se deve ao fato de que os homens mentem sobre seu tamanho. 


Temos visto muitos estudos e pesquisas sobre o tamanho do pênis. Além de nos dar uma boa ideia do tamanho médio, esses estudos também nos demonstraram que os homens não são confiáveis quando se trata de revelar suas medidas corretas. “Geralmente eles vão exagerar essas medidas,” disse Frederick.

O tamanho provavelmente não vai ajudar a mulher a ter um orgasmo.

O que leva as mulheres a atingir o orgasmo varia muito, e de acordo com Frederick, apenas cerca de um quinto das mulheres podem atingir o clímax através da estimulação vaginal. Essa informação é complementada por este estudo que constatou que as mulheres que preferem pênis mais longos são as mais propensas a ter orgasmos vaginais.

O estudo utilizou dados de pesquisa proporcionados por 323 estudantes universitárias escocesas; elas detalharam seus orgasmos do último mês; informaram se o comprimento do pênis do parceiro afetava seus orgasmos, e quais eram suas preferências em relação ao comprimento do pênis. Esses resultados poderiam ser ligados à pesquisa, porém eles são apenas uma amostra bastante específica de um grupo de mulheres, e os dados são de uma enquete, de modo que é necessário realizar mais pesquisas antes de atribuir-lhes mais peso.


Seu peso é muito é mais importante para seu parceiro, do que o comprimento do seu pênis. 

De acordo com este estudo de 2012, quando visto como parte de todo o corpo, o comprimento do pênis parece ter algum impacto sobre a atração. Ou seja, isso ocorre apenas quando ele atinge cerca de 8,3 centímetros (em seu estado flácido).


Para essa pesquisa, as mulheres visualizaram imagens de homens nus e flácidos, geradas por computador. A classificação de atratividade para esses homens nus aumentou até a marca de quase oito centímetros, então vemos que o comprimento do pênis já não era um fator muito relevante. Em vez disso, as mulheres focavam mais nas medidas entre o quadril e o ombro. Afinal, os homens altos têm grande dinâmica para agregar ao seu comprimento. Por outro lado, os mais gordinhos não puderam equiparar-se aos demais, por mais bem dotados que fossem.

A maioria dos homens está insatisfeita com o tamanho do pênis. 

Como já foi demonstrado por vários estudos, incluindo o realizado por Frederick, muitos homens estão insatisfeitos com o tamanho do seu pênis. Independentemente se essa preocupação seja justificada ou não, seu descontentamento não deve ser ignorado. Essas preocupações podem afetar a imagem corporal de um homem e suas habilidades para ter uma vida sexual plena e satisfatória.

“Poucos homens heterossexuais já chegaram a ver outros homens com pênis eretos; a menos que haja sido em pornografia, onde os tamanhos de pênis são exageradamente diferentes do padrão natural,” diz Frederick.
É bastante comum que a síndrome do pênis pequeno, afete um homem com um pênis de tamanho médio. 

Talvez a prova mais clara de nossa obsessão com o tamanho do pênis surge desse artigo recente publicado no Reino Unido. Ele combina 12 estudos diferentes, incluindo alguns realizados por Frederick, para examinar cuidadosamente por que os homens estão tão preocupados com o tamanho do pênis. Essa avaliação se concentra na síndrome do pênis pequeno — uma condição na qual um homem com um pênis de tamanho médio crê que seu pênis seja muito pequeno. No entanto, chegar a conclusões mais contundentes sobre esse problema ainda requer que muitas outras áreas sejam mais exploradas.

Os pesquisadores dizem que a maioria dos homens não tem nenhuma necessidade de pensar que tudo gira em torno do tamanho (o tamanho do pênis do homem comum se enquadra nos padrões próprios de seu tipo físico). Eles também descobriram que a famosa relação entre raça e comprimento realmente precisa de mais evidências e que, mais uma vez, as mulheres estão menos preocupadas com as medidas do parceiro, e geralmente muito mais felizes com o que ele pode fazer por elas na cama.





Por Taylor Kubota

terça-feira, 22 de setembro de 2015

O estranho caso das 'meninas' que desenvolvem pênis aos 12 anos

Johnny vive em uma pequena cidade na República Dominicana onde ele, assim como outros meninos, é conhecido como "guevedoce" - ou "pênis aos doze".



Como outros guevedoces, Johnny foi criado como menina porque, em vez de ter testículos ou pênis visíveis, tinha o que parecia ser uma vagina. Apenas quando ele chegou à puberdade seu pênis se desenvolveu e os testículos desceram.

Johnny, que era conhecido como Felicita, lembra de ir à escola com um pequeno vestido vermelho, apesar de dizer que nunca foi feliz fazendo coisas de menina.

"Nunca gostei de me vestir de menina e quando me davam brinquedos de menina eu nem brincava. Quando via um grupo de meninos, ia jogar bola com eles."

Quando ele se tornou claramente uma pessoa do sexo masculino, passaram a implicar com ele na escola.

"Eles diziam que eu era o diabo, coisas ruins, palavrões, e eu não tive escolha a não ser brigar com eles, porque eles estavam passando da linha."


De Carla a Carlos

Já Carla, aos sete anos, está prestes a se tornar Carlos. A mãe dele antecipou a mudança.

"Quando ela fez cinco anos percebi que, sempre que via um de seus amigos homens, queria brigar com eles. Os músculos e o peitoral dela começaram a crescer. Dava para ver que ela seria menino. Eu a amo, não importa quem seja. Menina ou menino, não faz diferença", diz a mãe.

Mas por que isso acontece?

Uma das primeiras pessoas a estudar esta condição incomum foi Julianne Imperato-McGinley, do Cornell Medical College, em Nova York.

Nos anos 1970, ela partiu para esta parte longínqua da República Dominicana, levada por relatos extraordinários de meninas que estavam virando meninos.

Ao chegar, ela descobriu que os boatos eram verdadeiros. Fez diversas pesquisas com os guevedoces (inclusive biópsias provavelmente dolorosas nos testículos deles) antes de descobrir a causa do mistério.

Quando uma pessoa é concebida, ela normalmente tem um par de cromossomos X se for virar uma menina e um par de cromossomos XY se for ser homem.

Nas primeiras semanas da vida uterina ela não é nem homem nem mulher, embora em ambos os sexos os mamilos comecem a crescer.

Então, cerca de oito semanas após a concepção, os hormônios sexuais aparecem. Se você é geneticamente homem, o cromossomo Y instrui suas gônadas a virar testículos e envia testosterona para uma estrutura chamada tubérculo, onde ela é convertida em um hormônio mais potente chamado dihidrotestosterona. Este hormônio transforma o tubérculo em um pênis.

Se você é mulher e não produz dihidrotestosterona, o tubérculo vira o clitóris.

Quando Imperato-McGinley pesquisou os guevedoces, descobriu que o fato de não terem genitália masculina ao nascer se deve à deficiência de uma enzima chamada 5-alfarredutase, que normalmente converte a testosterona em dihidrotestosterona.


Esse problema parece estar ligado a uma deficiência genética comum em parte da República Dominicana, mas rara em outros locais. Então os meninos, apesar de terem cromossomos XY, parecem mulheres quando nascem.

Na puberdade, como outros meninos, eles recebem uma segunda onda de testosterona. Desta vez o corpo responde e nascem músculos, testículos e pênis.

As pesquisas de Imperato-McGinley mostraram que, na maioria dos casos, os novos órgãos masculinos funcionam bem e a maioria dos guevedoces passa a viver como homem. Alguns, no entanto, passam por cirurgia e continuam sendo mulheres.


Medicina

Outra descoberta de Imperato-McGinley, que pode ter profundas implicações para muitos homens ao redor do mundo, foi que os guevedoces tendem a ter próstatas pequenas.

Essa observação, feita em 1974, foi aproveitada por Roy Vagelos, chefe de pesquisa da gigante farmacêutica Merck. Ele deu início a uma pesquisa que levou ao desenvolvimento do que virou um medicamente campeão de vendas, finasterida, que bloqueia a ação da 5-alfarredutase, imitando a falta de dihidrotestosterona nos guevedoces.

A finasterida é prescrita com frequência como um modo eficaz de tratar hiperplasia prostática benigna, o aumento da próstata, um problema enfrentado por muitos homens à medida que envelhecem. Também é usada para tratar calvície masculina.

Uma última observação que Imperato-McGinley fez foi que esses meninos, apesar de serem criados como meninas, em sua maioria demonstraram preferências sexuais heterossexuais. Em seu artigo, ela concluiu que os hormônios no útero tem um papel mais decisivo sobre a orientação sexual do que o tipo de criação recebido.

Esse ainda é um tópico controverso. Entre os guevedoces que encontrei, a orientação não se mostra muito definida.

Johnny teve vários casos com meninas desde que desenvolveu genitália masculina, mas ainda está procurando amor. "Queria casar e ter filhos, com uma parceira que ficasse comigo em tempos bons e ruins", diz ele.

Outro guevedoce, Mati, decidiu desde nova que, apesar de parecer menino, era menina.


Fonte: BBC

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Homem que implantou pênis biônico teve ereção de duas semanas

ReproduçãoReprodução


Mohammed Abad entrou no noticiário recentemente por ser a primeira pessoa do mundo a implantar um pênis biônico. Após perder seu membro sexual em um acidente, ele conseguiu fazer o transplante inédito e passou a tentar viver uma vida normal. Detalhes, porém, impediram o sonho de virar realidade.

Logo após implantar o membro biônico, Abad passou por duas semanas bastante complicadas. Segundo ele, por conta de um erro de adaptação, foram 15 dias consecutivos de ereção. Isso porque o sistema implantado pelos médicos apresentou uma falha que não estava prevista nos planos originais.

Para entender o problema de Abad é necessário entender o sistema implantado. O pênis biônico foi construído a partir da mistura a de uma estrutura criada pelos médicos com pele do braço do paciente. Para o membro ficar ereto, era necessária a ativação de um botão que ficava na região dos testículos biônicos. E esse sistema que falhou.

Estrutura do pênis biônico (Reprodução)Estrutura do pênis biônico: Prótese Inflável (Reprodução)


O problema foi solucionado com mais idas ao hospital que realizou a cirurgia, em Londres, e melhoras nas especificações do membro biônico. Duas semanas depois de fazer a cirurgia com a qual sonhava desde a infância, Abad finalmente conseguiu viver a vida normal que sempre sonhou. Agora, porém, quer realizar o grande sonho de sua vida e perder, aos 43 anos, sua virgindade.

“Quando vi o problema da ereção, de início, não falei com ninguém. Fiquei muito triste, achando que tudo tinha dado errado de novo. Mas agora estou bem, estou confortável com ele. Foi um ganho absurdo para minha vida, principalmente pelo lado psicológico. Mudou completamente a minha vida”, afirmou Abad.

Segundo o próprio paciente, ele ainda não conseguiu encontrar uma mulher com a qual pudesse perder a virgindade. Abad promete que, desta vez, sua parceira saberá de sua deficiência e de sua nova condição. Antes de operar, em relacionamentos anteriores, ele escondeu que não tinha um pênis e viveu fugindo de sexo até o momento em que as coisas ficavam insuportáveis.

Homem teve pedaços de pele do braço tirados para fazer o implante (Reprodução)Homem teve pedaços de pele do braço tirados para fazer o implante (Reprodução)


“Eu aprendi as coisas, aprendi a não esconder as coisas na verdade, da maneira mais difícil possível. Mas eu aprendi e hoje sei que não vou mentir para nenhuma mulher mais. Tenho, inclusive, o sonho de ser pai um dia, mas antes vou focar na minha virgindade. Tem sido tudo maravilhoso. Ainda sou virgem, mas estou trabalhando nisso”, contou o paciente.


Os problemas de Abad começaram quando ele era ainda uma criança. Após sofrer um acidente, ele teve seu pênis decepado de uma só vez, restando-lhe apenas o testículo esquerdo. Foram centenas de médicos e tentativas de intervenção cirúrgica até que ele finalmente conseguisse obter um implante decente.




Fonte: Yahoo