sexta-feira, 28 de novembro de 2014

ISAPS emite alerta para pacientes

SOCIEDADE INTERNACIONAL DE CIRURGIA PLÁSTICA ESTÉTICA (ISAPS) EMITE ALERTA PARA PACIENTES SOBRE PRATICANTES NÃO LICENCIADOS E TURISMO MÉDICO


Organização dedicada a promover a segurança dos pacientes e mudanças na legislação global.
 A Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS)) emitiu um alerta para todos os indivíduos que buscam procedimentos cirúrgicos estéticos mais baratos, particularmente fora do seu país de origem, e especialmente nas mãos de praticantes não licenciados que operam sem certificação de órgãos reguladores de cirurgia plástica, como a própria ISAPS. Em vista de duas mortes recentes de cidadãs do Reino Unido que viajaram para outros países para realizar procedimentos estéticos com cirurgiões não certificados, a ISAPS também está pedindo mudanças globais na legislação para evitar mortes trágicas e desnecessárias como estas e garantir uma maior segurança dos pacientes.
“Cirurgia estética no exterior pode ser muito perigosa porque os padrões variam de um país para o outro. É essencial que os pacientes procurem por cirurgiões plásticos certificados pelos conselhos de medicina locais, independentemente de onde forem realizar o procedimento”, apontou o Dr. Susumu Takayanagi, Presidente da ISAPS. “A segurança dos pacientes é a nossa maior prioridade. A adesão a ISAPS é exclusiva para cirurgiões plásticos certificados pelo conselho de medicina, que devem, ainda, ser membros de sua respectiva sociedade de cirurgia plástica nacional.
San Diego Faceial Plastic Surgeon Amir Karam
Há mais de cinco anos, a ISAPS estabeleceu um símbolo da segurança do paciente, um diamante formado por quatro fatores que são críticos para a prática segura da cirurgia estética:
  • Procedimento: Escolha um procedimento que é ideal para você. Pesquise extensamente e tenha expectativas realistas. Se você vai realizar diversos procedimentos, tenha certeza de que a cirurgia pode ser finalizada em uma quantidade segura de tempo. Um procedimento estético típico pode ser finalizado em 1 a 3 horas. Uma combinação de procedimentos não deve demorar mais do que 5 a 6 horas.

  • Paciente: É essencial que o cirurgião plástico realize uma avaliação médica para determinar se você tem riscos de complicações ou se é um mau candidato a cirurgia estética. Revele qualquer problema de saúde e/ou procedimentos anteriores que você realizou.

  • Cirurgião: Escolha um cirurgião que seja licenciado pelo conselho de medicina local, com experiência no procedimento pelo qual você vai passar e que possua um excelente histórico médico de segurança. Verifique as credenciais de treinamento com o conselho de medicina do país dele.

  • Ambiente Cirúrgico: Os padrões variam de acordo com o país. Se a cirurgia será realizada em um hospital, tenha certeza de que o hospital é creditado ou credenciado pelos órgãos locais. Peça por informações de certificado e o nome do corpo de certificação. Se um centro cirúrgico ambulatorial será utilizado, procure saber se ele é credenciado pela Associação Americana para Credenciamento de Cirurgia Ambulatorial Internacional (American Association for Accreditation for Ambulatory Surgery Facilities International (AAAASFI)), por uma organização internacional que oferece credenciamento de instalações cirúrgicas ou um corpo similar de credenciamento e acreditação.

“Pacientes são presas de praticantes não licenciados por causa da concepção errônea de que qualquer indivíduo com um diploma de medicina pode realizar qualquer procedimento cirúrgico com segurança. Há uma necessidade de os países estabelecerem regulamentações rígidas  controlando quem pode realizar procedimentos de cirurgia plástica e os ambientes de cirurgia em que são realizados de modo que se reduzam complicações cirúrgicas e mortes”, explicou o Dr. Michael C. Edwards, membro do Comitê de Segurança do Paciente da ISAPS (ISAPS Patient Safety Committee) e presidente da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética (American Society for Aesthetic Plastic Surgery).
O Dr. Nigel Mercer, presidente da Associação Européia de Sociedades de Cirurgia Plástica Estética (European Association of Societies of Aesthetic Plastic Surgery (EASAPS)), vice-presidente da Associação Britânica de Plástica Reconstrutiva e Cirurgiões Plásticos Estéticos (British Association of Plastic Reconstructive and Aesthetic Plastic Surgeons) e ex-presidente da Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos Estéticos (British Association of Aesthetic Plastic Surgeons) afirmou: “Qualquer paciente que está planejando viajar longas distâncias para realizar uma cirurgia estética deve ser alertado de que está correndo riscos maiores do que correria ao procurar um cirurgião certificado mais próximo de casa. Se ele insistir em viajar para outro país, é imperativo que escolha um cirurgião licenciado que irá lhe providenciar o procedimento, cuidados pós-operatórios e conselhos; não apenas uma operação. O único jeito de encontrar cirurgiões certificados internacionalmente pelo conselho de medicina é pelo website da ISAPS. Recomenda-se também que os pacientes perguntem ao cirurgião que seguro ele possui caso ocorram complicações após o procedimento.”
 Fonte: PRWeb
Crédito da Foto: Best In Plastics via Compfight cc
Fonte para a matéria: SBCP

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Plástica Genital Masculina


A saúde é um direito humano fundamental, sendo assim, a saúde sexual também é um direito básico humano (GOLDSTEIN, 2004). A saúde sexual é indissociável da estrutura mental do sujeito, extrapolando limites da anatomia e fisiologia, sendo polo estruturante da identidade do sujeito e da personalidade, dependendo da integração do biológico, psicológico e social (ABDO, 2000).


A sexualidade se expressa e exercita em todas as dimensões da vida principalmente o campo do desejo, fantasia, ficção e mito. Ela é, sobretudo, o exercício da liberdade e encruzilhada da angústia, desde o nascimento até a senilidade do ser biológico (ABDO, 2000). Não obedecendo a regras universais, seus conteúdos e elementos não são estáticos, mas possuem dinâmica própria, fornecida pela ação e inter-relação dos sujeitos históricos, e sociedades específicas. Sendo instrumento poderoso na criação de vínculos sociais, mas também ameaça constante às regras estabelecidas perturbadora da ordem (LOYOLA, 1999).


Valores e práticas sociais modelam, orientam e esculpem desejos e modos de viver a sexualidade, forjando mitos e tabus (HEILBORN, 1999).


Nascida no século XVIII e desenvolvida no século XIX e XX, deu-se início a ciência sexual, conjunto de disciplinas científicas e técnicas relativas ao comportamento sexual; pedagogia, medicina, direito, economia, psiquiatria e psicologia (ADBO, 2000).



Os primeiros protocolos de conduta organizavam o que era permitido e proibido, o que era desejado e desejável, o erótico e sensual. Estes discursos instauravam novos saberes, produzindo verdades. A expressão sexual neste momento estava ligada a reprodução e qualquer obtenção de prazer era recriminada (religião) (CAVALCANTI, 2006).


Este processo era apoiado de uma forma médica até o final do século XIX, sendo que o sexo sem finalidade reprodutiva podia ser sintoma de doença ou até mesmo de loucura (CAVALCANTI, 2006).