quarta-feira, 23 de abril de 2014

Proibição de propaganda de medicamento para Aumento Peniano

Anvisa proíbe propaganda que promete aumento de pênis

Item está registrado na categoria novos alimentos e novos ingredientes


Foto: Reprodução
Xtrasize promete melhoria do desempenho sexual


Uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada hoje no Diário Oficial da União mantém suspensa a propaganda do produto Xtrasize que alega melhoria do desempenho sexual.

“Permanece em vigor, como medida de interesse sanitário, a suspensão da divulgação de todas as propagandas em qualquer tipo de mídia, inclusive no site www.xtrasize.com.br, que alegam propriedades funcionais, tais como o crescimento peniano ou melhoria no desempenho sexual.”

De acordo com o texto, o produto está registrado na Anvisa pela empresa Fitoway Laboratório Nutricional na categoria novos alimentos e novos ingredientes.


Fonte: Terra

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sobre o tamanho do pênis


Regina Navarro Lins
A maioria das pessoas que responderam à enquete da semana acredita que o tamanho do pênis faz os homens sofrerem. Não adianta médicos, revistas femininas, e mesmo algumas mulheres afirmarem que é o desempenho, e não o tamanho do pênis, que importa. Nada convencerá o homem de que o maior não é necessariamente o melhor.
Na realidade, quase todos os homens gostariam de ter um pênis maior — embora provavelmente não tão grande como o que bateu o recorde mundial: 34 cm e impossível de ficar ereto. Ao contrário do que se pensa, não existe relação entre a altura do homem, o tamanho das suas mãos, pés ou nariz com o seu pênis, e também entre as medidas de seu pênis flácido e ereto. Mas apesar de qualquer avaliação e de todas as especulações, a esmagadora maioria tem pênis de tamanho médio. Por que, então, se preocupar tanto?
Não só no Ocidente, mas em quase todas as sociedades patriarcais, o tamanho do pênis é associado à força e à potência. Acredita-se ser prova de masculinidade, e desde pequenos os meninos são condicionados por esse mito. Nas antigas estátuas egípcias, com pênis imensos, já fica clara a importância que davam a esse órgão. E entre os Hausa, da África, os homens se gabam em suas canções de que são “quebradores de vagina”, tanto por seu poder pessoal quanto pelo tamanho do seu pênis.
Nos Estados Unidos, um estudo mostrou que o medo de ter pênis pequeno é uma das fontes mais frequentes da ansiedade sexual masculina. Mesmo sem motivo real, o homem pode se sentir inseguro, acreditando-se incapaz de satisfazer a parceira. Isso sem falar na competição com os outros homens e no medo de que as mulheres comentem o fato entre si. Com a autoestima tão abalada, muitos se retraem, chegando a evitar qualquer contato sexual.
Entretanto, um pênis grande é sempre admirado e fonte de orgulho para o homem. Tanto que existe um clube em Los Angeles, ‘The Hung Jury’, em que os frequentadores se consideram privilegiados. Para ser sócio é obrigatório ter pênis de mais de 20 cm, quando ereto, e para serem admitidos tiveram que provar isso a uma mulher encarregada da medição, que os visitou em suas casas munida de fita métrica.
E as mulheres, o que preferem, realmente? No mundo inteiro pesquisas demonstram que o tamanho do pênis é por certo significativo. Mas há uma interessante diferença na maneira com que homens e mulheres o consideram. Quando se pergunta a um homem qual ele escolheria entre um pênis comprido e um grosso, ele usualmente opta pelo comprimento.
Se a mesma pergunta é feita às mulheres, as que tiveram apenas um ou dois parceiros dizem que tamanho não faz diferença. Mas as que tiveram vários parceiros, invariavelmente optam pela grossura. Muitas declararam que o pênis ideal é o que for grosso o bastante para forçar a entrada da vagina e friccioná-la, para a mulher senti-lo dentro dela ao fazer sexo, provocando uma sensação de preenchimento. Afinal, o orgasmo feminino não depende da penetração profunda, não sendo necessário um pênis longo.
Quando o homem não se conforma com o comprimento ou a grossura do seu pênis e deseja mudar isso pode procurar um médico especializado. Mas segundo especialistas, somente 2 % dos homens têm indicação de cirurgia para aumentar o órgão sexual: os que têm pênis com menos de 7 cm de comprimento e 8,8 cm de circunferência durante a ereção. Em geral, pênis de até 12 cm é classificado como pequeno, de 13 a 16, médio e de 17 a 24, grande.
Embora alguns médicos não aceitem essas recomendações e acreditem que o efeito psicológico de uma operação pode ser positivo, talvez existam formas mais simples de resolver o problema. Além de exercícios para aumentar o tamanho do pênis, como os que estão no livro O orgasmo múltiplo do homem, a maior parte das mulheres, mesmo preferindo pênis maiores, concorda que a habilidade do parceiro para usar seu pênis é tão importante quanto o tamanho.
Assim como o toque, o jeito de olhar, a tranquilidade — ao contrário da pressa em ejacular. É que as maiores queixas das mulheres no sexo não são em relação ao tamanho do pênis, e sim quanto à sintonia que o homem estabelece com a parceira.
Fonte: Uol

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Anorgasmia: Por que tenho tanta dificuldade em atingir o orgasmo?

Existem mulheres que nunca tiveram orgasmo e as que experimentaram a sensação somente algumas vezes, descubra o porquê

A anorgasmia - dificuldade na obtenção do orgasmo - pode ser vista em três fases. A primária diz respeito às mulheres que, desde o início da vida sexual não obtiveram orgasmo. A secundária diz respeito às mulheres que já experimentaram o orgasmo algumas vezes e, por algum motivo (muitas vezes não aparente), deixaram de tê-lo. A situacional refere-se às mulheres que tiveram orgasmos uma ou mais vezes, mas só sob certas condições.

O orgasmo é uma descarga de tensão muscular numa série de contrações. Não tem uma expressão única: difere de um sexo para outro, de uma pessoa para outra e de uma experiência para outra. Não existe um tipo ou tempo certos para o orgasmo. Cada mulher experimenta diferentemente o tipo e intensidade de estimulação que leva ao orgasmo.

O diagnóstico do transtorno orgásmico é fundamentado no julgamento clínico de que a capacidade orgásmica da mulher é menor do que se poderia esperar para sua idade, experiência sexual e o tipo de estimulação sexual que recebe.

O transtorno orgásmico feminino não possui causas físicas, isto é, não existe no corpo feminino normal nada que possa explicar a ausência de orgasmos.

E não está ligado a nenhum outro transtorno mental, a não ser a outras disfunções sexuais. Este transtorno está ligado a questões psicológicas da mulher que o vivencia, sendo: educação sexual adquirida, moléstia sexual, repressão, falta de conhecimento de seu próprio corpo, inexistência de comunicação ou intimidade adequada entre o casal.

O orgasmo é um fato complexo em que intervêm fatores fisiológicos, endócrinos e predominantemente, fatores psicológicos.

A mulher que apresenta esta dificuldade revela características marcantes: é desconfiada, controladora (consegue saber sobre tudo que passa à sua volta), dominadora, tem medo de ser abandonada, medo de afirmar a independência, sentimento de culpa frente à sexualidade, hostilidade em relação ao parceiro, medo de perder o controle sobre sensações e comportamento, apresenta como mecanismo de defesa o supercontrole.

A mulher de hoje sabe do direito ao orgasmo, porém, muitas vezes esquece que assim como andar e escrever, o orgasmo é aprendido.

Mitos e conceitos distorcidos sobre o orgasmo se perpetuam em nossa cultura deixando muitas mulheres sentirem-se desconfortáveis por não se enquadrarem neste atual padrão imposto. Você, mulher, tem o direito de viver sua sexualidade de forma plena.

Eliane Marçal - psicóloga clínica e hipnoterapeuta (Londrina)

Fonte: Bonde